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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Se - Rudyard Kipling

Poema: SE
Se consegues manter a calma quando à tua volta
Todos a perdem e te culpam por isso,
Se consegues manter a confiança em ti próprio quando todos duvidam de ti,
Mas fores capaz de aceitar também as suas dúvidas;
Se consegues esperar sem te cansares com a espera,
Ou, sendo caluniado, não devolveres as calúnias;
Ou, sendo odiado, não cederes ao ódio,
E, mesmo assim, não pareceres paternalista nem presunçoso:

Se consegues sonhar – e não ficares dependente dos teus sonhos;
Se consegues pensar – e não transformares os teus pensamentos nas tuas certezas;
Se consegues defrontar-te com o Triunfo e a Derrota
E tratar do mesmo modo esses dois impostores;
Se consegues suportar ouvir a verdade do que disseste,
Transformada, por gente desonesta, em armadilha para enganar os tolos,
Ou ver destruídas as coisas por que lutaste toda a vida,
E, mantendo-te fiel a ti próprio, reconstruí-las com ferramentas já gastas:

Se és capaz de arriscar tudo o que conseguiste
Numa única jogada de cara ou coroa,
E, perdendo, recomeçar tudo do princípio,
Sem lamentar o que perdeste;
Se consegues obrigar o teu coração e os teus nervos
A ter força para aguentar mesmo quando já estão exaustos,
E continuares, quando em ti nada mais resta
Que a Vontade que lhes diz: “ Resistam!”

Se consegues falar a multidões sem te corromperes,
Ou conviveres com reis sem perder a naturalidade,
Se consegues nunca te sentir ofendido
Seja por inimigos, seja por amigos queridos;
Se todos podem contar contigo, mas sem que os substituas;
Se consegues preencher cada implacável minuto
Com sessenta segundos que valham a pena ser vividos,
É tua a Terra e tudo o que nela existe,
E – o que é ainda mais – então, meu filho,
Serás um Homem.



Rudyard Kipling

Rudyard Kipling
.


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Nuno Alvares Pereira

Nuno De Santa Maria Álvares Pereira (1360-1431)
Nuno De Santa Maria Álvares Pereira (1360-1431)
Informação em:
http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/2009/ns_lit_doc_20090426_nuno_po.html


Nuno Álvares Pereiranasceu em Portugal a 24 de Junho de 1360, muito provavelmente em Cernache do Bonjardim, sendo filho ilegítimo de fr. Álvaro Gonçalves Pereira, cavaleiro dos Hospitalários de S. João de Jerusalém e Prior do Crato, e de D. Iria Gonçalves do Carvalhal. Cerca de um ano após o seu nascimento o menino foi legitimado por decreto real, podendo assim receber a educação cavalheiresca típica dos filhos das famílias nobres do seu tempo. Aos treze anos torna-se pajem da rainha D. Leonor, tendo sido bem recebido na Corte e acabando por ser pouco depois cavaleiro. Aos dezasseis anos casa-se, por vontade de seu pai, com uma jovem e rica viúva, D. Leonor de Alvim. Da sua união nascem três filhos, dois do sexo masculino, que morrem em tenra idade, e uma do sexo feminino, Beatriz, a qual mais tarde viria a desposar o filho do rei D. João I, D. Afonso, primeiro duque de Bragança.


Quando o rei D. Fernando I morreu a 22 de Outubro de 1383 sem ter deixado filhos varões, o seu irmão D. João, Mestre de Avis, viu-se envolvido na luta pela coroa lusitana, que lhe era disputada pelo rei de Castela por ter desposado a filha do falecido rei. Nuno tomou o partido de D. João, o qual o nomeou Condestável*, isto é, Comandante supremo do exército. Nuno conduziu o exército português repetidas vezes à vitória, até se ter consagrado na batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385), a qual acaba por determinar à resolução do conflito.
* Condestável 
Os dotes militares de Nuno eram no entanto acompanhados por uma espiritualidade sincera e profunda. O amor pela eucaristia e pela Virgem Maria são a trave-mestra da sua vida interior. Assíduo à oração mariana, jejuava em honra da Virgem Maria às quartas-feiras, às sextas, aos sábados e nas vigílias das suas festas. Assistia diariamente à missa, embora só pudesse receber a eucaristia por ocasião das maiores solenidades. O estandarte que elegeu como insígnia pessoal traz as imagens do Crucificado, de Maria e dos cavaleiros S. Tiago e S. Jorge. Fez ainda construir às suas próprias custas numerosas igrejas e mosteiros, entre os quais se contam o Carmo de Lisboa e a Igreja de S. Maria da Vitória, na Batalha.
Com a morte da esposa, em 1387, Nuno recusa contrair novas núpcias, tornando-se um modelo de pureza de vida. Quando finalmente se alcançou a paz, distribui grande parte dos seus bens entre os seus companheiros, antigos combatentes, e acabo por se desfazer totalmente daqueles em 1423, quando decide entrar no convento carmelita por ele fundado, tomando então o nome de frei Nuno de Santa Maria. Impelido pelo Amor, abandona as armas e o poder para revestir-se da armadura do Espírito recomendada pela Regra do Carmo: era a opção por uma mudança radical de vida em que sela o percurso da fé autêntica que sempre o tinha norteado.
Significativo foi o dia da morte de frei Nuno de Santa Maria, o domingo de Páscoa, 1 de Abril de 1431, passando imediatamente a ser reputado de “santo” pelo povo, que desde então o começa a chamar “Santo Condestável”.
As suas relíquias foram trasladadas numerosas vezes do sepulcro original para a Igreja do Carmo, até que, em 1961, por ocasião do sexto centenário do nascimento do Beato Nuno, se organizou uma peregrinação do precioso relicário de prata que as continha; mas pouco tempo depois é roubado, nunca mais tendo sido encontradas as relíquias que contivera, tendo sido depostos, em vez delas, alguns ossos que tinham sido conservados noutro lugar. A descoberta em 1966 do lugar do túmulo primitivo contendo alguns fragmentos de ossos compatíveis com as relíquias conhecidas reacendeu o desejo de ver o Beato Nuno proclamado em breve Santo da Igreja.
O Postulador Geral da Ordem, P. Felipe M. Amenós y Bonet, conseguiu que fosse reaberta a causa, que entretanto era corroborada graças a um possível milagre ocorrido em 2000. Tendo sido levadas a cabo as respectivas investigações, o Santo Padre, Papa Bento XVI, dispõe a 3 de Julho de 2008 a promulgação do decreto sobre o milagre em ordem à canonização e durante o Consistório de 21 de Fevereiro de 2009 determina que o Beato Nuno seja inscrito no álbum dos Santos no dia 26 de Abril de 2009.
Homilia do Santo Padre Bento XVI (26 de abril de 2009)


"Sabei que o Senhor me fez maravilhas. Ele me ouve, quando eu o chamo" (Sl 4, 4). Estas palavras do Salmo Responsorial exprimem o segredo da vida do bem-aventurado Nuno de Santa Maria, herói e santo de Portugal. Os setenta anos da sua vida situam-se na segunda metade do século XIV e primeira do século XV, que viram aquela nação consolidar a sua independência de Castela e estender-se depois pelos Oceanos – não sem um desígnio particular de Deus – abrindo novas rotas que haviam de propiciar a chegada do Evangelho de Cristo até aos confins da terra. São Nuno sente-se instrumento deste desígnio superior e alistado na militia Christi, ou seja, no serviço de testemunho que cada cristão é chamado a dar no mundo. Características dele são uma intensa vida de oração e absoluta confiança no auxílio divino. Embora fosse um óptimo militar e um grande chefe, nunca deixou os dotes pessoais sobreporem-se à acção suprema que vem de Deus. São Nuno esforçava-se por não pôr obstáculos à acção de Deus na sua vida, imitando Nossa Senhora, de Quem era devotíssimo e a Quem atribuía publicamente as suas vitórias. No ocaso da sua vida, retirou-se para o Convento do Carmo por ele mandado construir. Sinto-me feliz por apontar à Igreja inteira esta figura exemplar nomeadamente pela presença duma vida de fé e oração em contextos aparentemente pouco favoráveis à mesma, sendo a prova de que em qualquer situação, mesmo de carácter militar e bélico, é possível actuar e realizar os valores e princípios da vida cristã, sobretudo se esta é colocada ao serviço do bem comum e da glória de Deus.


Este Santo é herói nacional de Portugal também pelas suas vitórias na guerra, mas a vitória mais importante
é poder ter conhecido o amor na sua vida. O amor de Deus.









segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

PALEODIETA, (os sete pilares)

Deve-se comer maior quantidade de proteínas animais do que a recomendada noutras dietas.
Fundamentalmente, carne magra, vísceras, peixe, marisco e aves.
Não se pode consumir hidratos de carbono provenientes de cereais, batatas ou açucares refinados,
e devem eliminar-se todos os lacticínios.
É essencial consumir muita fibra proveniente de frutas e verduras que não sejam ricas em hidratos
de carbono. Deve-se ingerir uma quantidade moderada de gorduras, tanto mono-insaturadas como
poli-insaturadas.
É preciso comer alimentos com elevado teor de potássio e pobres em sódio.
É fundamental eliminar o sal da alimentação; umas gotas de limão são suficientes para dar sabor ao
pratos.
Não podem faltar alimentos ricos em vitaminas, minerais e antioxidantes.


Tomado de revista: Super Interessante  -Portugal .Nº153 Janeiro 2011. Pág. 64

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Afonso Costa

Jurista e político português, Afonso Augusto da Costa nasceu a 6 de Março de 1871, em Seia, distrito da Guarda. Foi, por ventura como diz Oliveira Marques (1975), o mais querido e mais odiado dos portugueses. O seu nome simbolizou toda uma política, mesmo um regime. O seu retrato apareceu reproduzido milhares de vezes em livros, jornais, em cartazes, em panfletos, em azulejos, em pratos de barro e latão, em bustos que se vendiam em lojas em Lisboa e Trás-os-Montes. Esteve sempre entre os dois mais votados candidatos republicanos ao Parlamento, onde quer se propusesse, jamais perdendo uma eleição desde 1906. Tornou-se um mito.
O ódio que lhe tiveram também não conheceu limites. Acusaram-no de concussionário* ( *Dicc.:que ou aquele que, no uso das suas funções oficiais, exige indevidamente dinheiro ou outra coisa qualquer.) (diciopédia 2008), de utilizar e até fabricar a lei para proveito próprio, dos numerosos amigos e da sua clientela de advogado, de enriquecer à custa da política. Foi odiado por ter sido o principal fautor da entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial. 
Para todo católico bem formado refere O. Marques(1975), era o mesmo que falar no diabo. Pois fora ele quem expulsara os Jesuítas, frades e freiras, que deixara os sacerdotes a pedir esmola, que proibira as procissões, que deportara  os bispos, que criara o divórcio, que insultara,  a consciência católica da nação e promovera a corrupção da família e da sociedade.
Uma quadra popular de versos, forjada no período da sua mais intensa actividade política, afirmava: «Afonso, teu ilustre nome/Nunca será esquecido/Mesmo depois de morto/Serás sempre conhecido.»
afonso-costa-01.jpg
Advogado, professor universitário, doutrinador e político republicano (parlamentar, estadista e diplomata).


Aliando-se a António José de Almeida, constituiu a chamada União Sagrada, que governaria até 1917, isto é, até à altura em que se deu o golpe de Sidónio Pais. Afonso Costa foi então preso. Uma vez libertado, partiu para França, exilado, mas não demoraria a voltar para Portugal. Morto Sidónio Pais, a situação política proporcionou o regresso.
Em 1919, foi nomeado chefe da delegação portuguesa à Conferência de Paz e à Sociedade das Nações. Depois, porém, deu-se o golpe de 1926, que instaurou a Ditadura Militar, seguindo-se-lhe a consolidação do Estado Novo, alguns anos mais tarde. Num país que vivia sob um regime político que não era aquele por que desde novo combatera, Afonso Costa veio a morrer a 11 de Maio de 1937, em Paris, França.



Bibliografia Consultada: Oliveira Marques (1975)Afonso Costa. Ed. Arcadia. Segunda edição. Págs.485
Diciopédia 2008. Porto Editora. Entrada: Afonso Costa.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Como aprendemos?

Factores psíquicos da aprendizagem

a) A vontade de aprender
b) Interesse: A aprendizagem interessada combina as vantagens da aprendizagem involuntária com as de uma vontade sistemática de aprender ; é a mais desejável de todas as formas de aprendizagem.
c) Inteligência:...O pensamento formal (organizador) deve estruturar e relacionar matérias de aprendizagem de forma adequada aos fins... O significado é o principio que organiza e dá forma à matéria de aprendizagem...

Para mais informação ler livro: Stern, William (1950)Psicologia Geral. 2da edição. Fundação Caloustre Gulbenkiam

Dinheiro vivo tem os dias contados

O temporal que atinge a economia mundial não existe na rede. O comércio electrónico deverá crescer 19% na Europa este ano, de acordo com um estudo da Kelkoo, um site especializado em comparar os preços praticados pelo retalho na internet. Com efeito, o volume de negócios do comércio online atingiu 144 milhões de euros, o que representa  4,7% da facturação total do sector. Alemanha, França e Reino Unido são responsáveis por 79% do total de vendas online na Europa. O êxito do comércio digital , cada vez mais fácil , rápido e seguro, e dos sistemas de transacção electrónica como o PayPal (que permite aos utilizadores transferir dinheiro através da internet em vez de usarem  cheques ou vales postais) alargou o debate sobre a conveniência de continuar a recorrer a dinheiro real. De facto, muitos consumidores já preferem realizar as suas operações exclusivamente com cartões bancários; em países como o Japão ou a Coreia do Sul, já se tornou habitual fazer compras com o telemóvel, e algumas comunidades suecas propõem abertamente a eliminação do dinheiro para melhorar a segurança dos cidadãos.
No que todos os peritos estão de acordo é que a extinção do papel moeda não irá chegar de um dia para o outro. Ainda existem importantes desafios, como interceptar o pagamento fraudulento pela internet ou a duplicação de cartões, que as ligações de muitos países não contemplam ou não sabem enfrentar. Os sistemas electrónicos de pagamento  obrigam os utilizadores a identificar-se, um requisito que poderia tornar as compras e vendas mais transparentes e dificultar a circulação de dinheiro sujo. Para outros, todavia, trata-se de uma intromissão inaceitável  na privacidade do indivíduo. De acordo com a Talaris, uma empresa especializada no tratamento do dinheiro e dos seus ciclos comerciais, o papel-moeda é universalmente aceite e não está sujeito a gastos ou comissões pela sua utilização, o que lhe proporciona uma nítida vantagem sobre os outros meios de pagamento.

Para mais informação ver: Revista Super interessante Nº 151 Novembro 2010 . Portugal Pág.53

 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

TIPOS DE ALUNOS PROBLEMÀTICOS

Tipos de Alunos Problemáticos

Considerados por Brophy. J. & Good (1996):
Alunos com problemas de realização escolar
.Síndroma de fracasso
. perfeccionistas
.subrealizadores
.baixo rendimento

Alunos com Problemas de Hostilidade
. hostis-agressivos
.passivos agressivos
.desafiadores

Alunos com problemas em cumprir as exigências do papel do aluno
. hiperactivos
.distraídos
.imaturos

Alunos com problemas de isolamento social.
. Rejeitados pelos pares
.Tímidos/isolados

As características de cada um de estes sub-grupos são, resumidamente as seguintes:
1. Síndroma de Fracasso - estes alunos estão convencidos que não conseguem fazer os trabalhos escolares. Frequentemente evitam começar ou desistem facilmente
a. facilmente se sentem frustrados
b. desistem facilmente
c. dizem "não sei fazer"

2. perfeccionistas - alunos invulgarmente ansiosos quanto à eventualidade de cometer erros. Os padrões de realização que se impõem são irrealisticamente elevados nunca ficando satisfeitos com o seu trabalho (nas ocasiões em que deveriam ficar)
a. perfeccionistas
b.frequentemente ansiosos/receosos/frustrados com a qualidade do seu trabalho.
c. evitam participar a menos que estejam absolutamente seguros de si.

3. subrealizadores - estes alunos fazem apenas o mínimo indispensável. Não valorizam o trabalho escolar.
a. indiferentes à escola
b. mínimos em termos de trabalho
c. o trabalho escolar não os incentiva; baixa motivação
4.- baixo rendimento - estes alunos têm dificuldades , mesmo que tenham vontade de trabalhar. O problema é a baixa capacidade ou a impreparação, mais do que a falta de motivação.
a. dificuldades em seguir orientações
b.- dificuldades em completar trabalhos
c. baixa capacidade de retenção
d. zangam-se facilmente

5. hostis -agressivos - expressam a hostilidade através de comportamentos directos e "intensos". Não são facilmente controláveis.
a. intimidam e ameaçam
b. batem e empurram
c. danificam propriedade
d. incompatibilizam-se
e. exibem a hostilidade
f. zangam-se facilmente

6. passivos -agressivos - expressam oposição e resistência ao professor, mas de forma indirecta. Muitas vezes é difícil saber se estão a resistir deliberadamente ou não.
a. oposição e teimosia subtis
b. procuram controlar
c. submetem-se com dificuldades às regras
d. alteram (desfiguram) objectos, mais do danificam
e. perturbam sub -repticiamente
f.arrastam os pés provocatoriamente

7. desafiador - resiste à autoridade e trava uma luta pelo poder com o professor. Quer fazer as coisas à sua maneira e rejeita que lhe digam o que tem que fazer.
a. resiste verbalmente utilizando expressões como:
1. "Não me pode obrigar"
2. "Não me pode dizer o que é que eu tenho que fazer"
3. "Não faço"

b- resiste de forma verbal com atitudes de tipo:
1. olhar com expressão carrancuda, faz caretas, imita o professor
2. braços cruzados, mãos nos quadris, pé a bater no chão
3. olhar para o lado quando falam para ele
4. rir-se em momentos inapropriados
5. ser fisicamente violento para com o professor
6. fazer deliberadamente aquilo que o professor proibiu

8. hiperactivo - movimentação constante e excessiva, mesmo quando sentado. Frequentemente os movimentos parecem não ter objectivo.
a. contorce-se, bamboleia-se, arranha
b. excita-se facilmente
c. faz comentários e fornece respostas inapropriados
d.está frequentemente fora do lugar
e. perturba os outros alunos com barulhos e movimentos
f. energia não direccionada para as tarefas escolares
g. mexe excessivamente nos objectos e nas pessoas

9. distraível - baixos níveis de atenção. Parece incapaz de manter a atenção e concentração. Facilmente distraível para sons, visões e conversas.
a. dificuldades de adaptação às mudanças
b. raramente completa as tarefas

10. imaturo - baixa estabilidade emocional, baixo auto-controlo, pouca capacidade de tomar conta de si, competências sociais e/ou responsabilidade inadequadas.
a.exibe frequentemente comportamentos próprios de crianças mais novas
b. pode chorar com facilidade
c. perde as coisas
d. com frequência parece perdido, incompetente e/ou dependente

11. rejeitado pelos pares - procura interagir com os pares mas é rejeitado, ignorado ou excluído.
a. vê-se forçado a trabalhar ou a brincar sozinho
b. falta de competências sociais
c. frequentemente "gozado"

12. tímidos/isolados - evitam interacções sociais, são sossegados e não intrusivos e não respondem convenientemente aos outros.
a. sossegados e sóbrios
b.não tomem iniciativas nem se oferecem voluntariamente aos outros
c. não chamam a atenção sobre si próprios.


Se queres saber mais, esta informação se encontra em: Lopes, João A. (2001) Problemas de Comportamento, Problemas de Aprendizagem, Problemas de "Ensinagem". Quarteto Editora. Colecção Nova Era. Educação e Sociedade. Págs. 32-35

Modelos de Educação sexual

Hoje em dia como está tão em voga falar de educação sexual nas escolas, deixo-lhes uma informação  muito interessante a meu entender:

Modelos de Educação sexual
Segundo informação do livro de Alda Maria Dias e outros (2002). Refere que : Podem distinguir-se diversas tipologias:
- Modelos impositivos conservadores que subordinam a visão da sexualidade à dimensão procriativa;
- Modelos impositivos de ruptura, que pretendem usar a sexualidade como um instrumento de mudança social, nomeadamente através da revolução dos costumes sexuais, pela recusa do duplo padrão sexual e pela promoção de causas ligadas à "defesa das minorias sexuais". Este tipo de argumentação tem estado associado a movimentos ideológicos que propagandeiam o "amor livre" e outras "bandeiras" consideradas fracturantes como o "aborto livre" ou o casamento e adopção de menores por homossexuais. Posições  deste género radicam na tradição dos movimentos sociais de ruptura característicos dos anos 60 e 70...
- Modelos médico- preventivos, que consideram a sexualidade essencialmente do ponto de vista da ciência biológica e como fonte  potencial de problemas de saúde pública... Exprime-se em mensagens do tipo "pratica sexo seguro" que revestem o uso de preservativo de virtudes mágicas de eficácia e invulnerabilidade.
...Modelos relacionais abertos, em que se  defende  um entendimento da sexualidade nas suas dimensões "biopsicossociais" ...E modelos de desenvolvimento pessoal, em que a sexualidade é reconhecida como uma dimensão fundamental da personalidade humana de cujo desenvolvimento não se pode dissociar.

Ver mais no livro: Educação da Sexualidade. No dia-a-dia da prática educativa. Autora já referida. Edições Casa do Professor. Braga 2002.

INFLAÇÂO

Para conhecermos melhor o que é a inflação e como nos afecta  nossas vidas, em este espaço deixo-lhes esta valiosa informação:

Diz-se que há inflação quando se verifica uma subida generalizada e sustentada dos preços.
Fala-se de aceleração da inflação se a taxa de crescimento dos preços vai aumentando, isto é, se eles sobem cada vez mais rapidamente.
Assiste-se à desinflação se a taxa de crescimento dos preços vai diminuindo, isto é, se os preços crescem mais lentamente.
O termo deflação aplica-se quando há descida dos preços.
  
Tipos de Inflação
Quanto à rapidez e amplitude  das variações dos preços, podem distinguir-se os seguintes  tipos de inflação:
- Inflação deslizante, se a taxa média anual de crescimento dos preços não ultrapassa os 3%;

- inflaçâo trotante, se os preços aumentam a uma taxa superior a 3 %;

- inflação galopante ou hiperinflação, se a subida de preços é tão elevada que a moeda perde, praticamente, a sua qualidade de reserva de valor.

Causas e consequências da inflação

Causas da inflação
- Desajustamento entre a quantidade de moeda em circulação e o volume de bens e serviços ao dispor dos consumidores.
- Aumento sistemático do preco de alguns bens essenciais ao processo produtivo, especialmente as matérias-primas.
- A importação da inflação de outros países, especialmente em períodos inflacionistas.
- Aumento desmesurado dos salários, sem o correspondente acréscimo na produtividade.
- O açambarcamento de bens ligados essencialmente à satisfação de necessidades básicas.
- A política de crédito expansionista.
- A falta de planeamento na organização económico-social.
- As desigualdades económicas e sociais.
- Gastos elevados com certo tipo de bens (armas, bens de luxo, etc.).


Consequências socioeconómicas:
- Depreciação da moeda - a sua capacidade de compra de bens e serviços baixa.
- Entesouramento de ouro e moeda estrangeira- os aforradores têm uma grande propensão para a aplicação de moeda em metais preciosos ou em divisas.
- Deterioração do nível de vida da população - especialmente aqueles com fracos recursos económicos e com rendimentos fixos.
- Repulsa pela liquidez - os investidores aplicam os seus lucros em capital fixo e em autofinanciamento.
- Agravamento do próprio processo inflacionário - a desvalorização da moeda cria uma predisposição para a aquisição de bens de consumo que, expandindo-se, provoca a elevação do nível de preços.
- Encorajamento das importações e desencorajamento das exportações, o que leva à desvalorização cambial que, a sua vez, pode alimentar o processo inflacionário.
- Redistribuição do rendimento e da riqueza(uns ganham, outros perdem e ganham e perdem diferentemente).


Tomado de:  Maria O.P. da Silva e Regina Ramos. (1997) Economia Vol.2 Edições ASA.Lisboa. Págs. 192-194

Mario Vargas LLosa

Nasce em Arequipa, Perú em 1936.  Obras publicadas:

Bibliografia

Ficção

  • Os Chefes (1959)
  • A cidade e os cachorros (Brasil) // A Cidade e os Cães (Portugal) ("La ciudad y los perros") (1963)
  • A Casa Verde (1966) (Prémio Rómulo Gallegos)
  • Os Filhotes (1967)
  • Conversa na catedral (Brasil) // Conversa n'A Catedral (Portugal) (1969)
  • Pantaleão e as visitadoras (1973)
  • Tia Júlia e o escrevinhador (Brasil) // A Tia Júlia e o Escrevedor (Portugal) (1977)
  • A Guerra do Fim do Mundo (1981)
  • Historia de Mayta (1984)
  • Quem matou Palomino Molero? (1986)
  • O falador (1987)
  • Elogio da madrasta (1988)
  • Lituma nos Andes (1993). Premio Planeta
  • Os cadernos de Dom Rigoberto (1997)
  • A festa do bode (Brasil) // A Festa do Chibo (Portugal) (2000)
  • O Paraíso na Outra Esquina (2003)
  • Travessuras da Menina Má (2006)

 Teatro

  • A menina de Tacna (1981)
  • Kathie e o hipopótamo (1983)
  • La Chunga (1986)
  • El loco de los balcones (1993)
  • Olhos bonitos, quadros feios(1996)

 Ensaio

  • García Márquez: historia de un deicidio (1971)
  • Historia secreta de una novela (1971)
  • La orgía perpetua: Flaubert y «Madame Bovary» (1975)
  • Contra viento y marea. Volume I (1962-1982) (1983)
  • Contra viento y marea. Volume II (1972-1983) (1986)
  • La verdad de las mentiras: Ensayos sobre la novela moderna (1990)
  • Contra viento y marea. Volumen III (1964-1988) (1990)
  • Carta de batalla por Tirant lo Blanc (1991)
  • Desafíos a la libertad (1994)
  • La utopía arcaica. José María Arguedas y las ficciones del indigenismo (1996)
  • Cartas a un novelista (1997)
  • El lenguaje de la pasión (2001)
  • La tentación de lo imposible (2004)

 Prémios e condecorações

Ao longo de sua carreira, Mario Vargas Llosa recebeu inúmeros prémios e condecorações. Destacamos alguns: o Prémio Rómulo Gallegos (1967) e principalmente o Prémio Cervantes (1994). Outros prémios, a saber, o Prémio Nacional de Novela do Peru em 1967, por seu romance A Casa Verde, o Prémio Príncipe das Astúrias de Letras Espanha (1986) e o Prémio da Paz de Autores da Alemanha, concedido na Feira do Livro de Frankfurt (1997). Em 1993 foi concedido o Prémio Planeta por seu romance Lituma nos Andes. Uma grande relevância na sua carreira literária Prémio Biblioteca Breve, que se deu por Batismo de Fogo, em 1963, marca o início de sua brilhante carreira literária internacional. É membro da Academia Peruana de Línguas desde 1977, e da Real Academia Española (RAE) desde 1994. Tem vários doutorados honoris causa por universidades da Europa, América e Ásia; pode-se citar os concedidos pelas universidades de Yale (1994), Universidade de Israel (1998), Harvard (1999), Universidade de Lima (2001), Oxford (2003), Universidade Europeia de Madrid (2005) e Sorbonne (2005). Foi condecorado pelo governo francês com Medalha de honra em 1985.

Nobel da Literatura

Ganhou o prémio Nobel da literatura em 2010

Para saber mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mario_Vargas_Llosa

Martin Luther King - Conceito e imagem da religião

Extracto dum trabalho escolar apresentado no Seminário Crozer em 28 de Março de 1951. Onde concluiu a licenciatura em 1958.
    
" É a religião que dá sentido à vida. É a religião que dá sentido ao Universo. É a religião que constitui o melhor incentivo à vida sã. É a religião  que nos dá a garantia de que tudo aquilo que é elevado, nobre e valioso será conservado. Acho que estes frutos da religião são as suas maiores virtudes, e certamente nenhum homem no seu perfeito juízo poderá ignorá-las.  Tenho assim de concluir que qualquer visão ateísta é não só insana do ponto de vista filosófico mas também desventajosa do ponto de vista prático. A minha grande aspiração, agora, é passar por essa experiência religiosa de que o Dr. Brightman tão convincentemente fala ao longo do seu livro.  (Dr.Edgar S. Brightman: A Philosophy of Religion). Tudo indica ser uma experiência sem a qual a vida se torna sombria e sem sentido. Porém, agora que penso nisso, vêm-me à memória momentos em que acordei em misteriosa veneração; alturas em que me senti transportado para fora de mim mesmo por algo de maior que eu e a esse algo me dei. Terá esse grande algo sido Deus?  Talvez, afinal de contas, eu já seja religioso há vários anos e só agora tenha consciência disso. 

Contava então com 22 anos de idade.O posterior Prémio Nobel da Paz em 1964. É assassinado em 1968.

Excerto do livro: Eu Tenho um Sonho. Autobiografia de Martin Luther King. Editorial Bizâncio. Lisboa 2006

Oráculo de Delfos - Grécia


Oráculo de Delfos



Delfos é uma cidade da antiga Grécia, situada na Fócida, a norte do Golfo de Corinto, nas encostas sudoeste do monte Parnaso. Esta cidade ficou famosa pelo seu oráculo e pelos Jogos Píticos que aí se celebravam de 4 em 4 anos, no meio das Olimpíadas.
O oráculo de Delfos foi o mais importante dos tempos clássicos.
Oráculo significa a resposta de um deus a uma questão que lhe é feita por alguém que o adora ou pelo corpo de sacerdotes que administra um santuário. A vontade do deus era manifestada através de dados lançados ou da observação de signos, como é o caso do movimento de objectos atirados para dentro de fontes, o movimento da imagem do deus quando era transportada, as marcas das entranhas das vítimas que eram sacrificadas perante o altar do deus e pelo ressoar do cair das sementes no altar do deus. Depois de cumpridos os ritos preliminares de purificação e sacrifício, o inquiridor que consultava o oráculo dormia toda a noite no santuário e tinha uma visão. Nos oráculos mais desenvolvidos, o deus falava através de um homem ou de uma mulher, como é o caso do oráculo de Delfos presidido pelo deus Apolo. Aqui o oráculo era fornecido pela Pítia, uma mulher jovem, profetisa, que após passar alguns dias em cerimónias de purificação, entrava em transe, durante o qual ouvia as perguntas que lhe eram feitas. As suas palavras confusas eram interpretadas e traduzidas pelos sacerdotes, em prosa ou em verso, com uma certa dose de ambiguidade, para não dizer inexplicáveis para o inquiridor, que tinha de recorrer a peritos para compreender a resposta.
Nos primeiros tempos, a Pítia era consultada uma vez por ano. Mais tarde, a consulta ao oráculo passou a ser mensal, com a excepção dos três meses de Inverno, durante os quais o deus Apolo, segundo os gregos, abandonava Delfos. O prestígio do oráculo de Delfos foi crescendo ao longo dos tempos. Este oráculo era consultado por particulares, acerca de assuntos privados e, por chefes de Estado e do Governo. Desde o século VI ao século IV a. C. que o oráculo de Delfos desempenhou, assim, um papel muito importante na política da Grécia, favorecendo a colonização, já que antes da partida de qualquer grupo este consultava, primeiramente, a Pítia que interpretava a vontade de Apolo e lhes dava a orientação acerca do território onde deveriam fundar a nova cidade. Além disso, e acima de tudo, este oráculo foi de suma importância porque proporcionava às cidades mais isoladas da Grécia terem um local de encontro para verem os Jogos Píticos.
Porém, o oráculo foi perdendo o seu crédito, uma vez que em questões importantes para a vida da pólis se recusou a dar respostas concretas. Sob o domínio do Império Romano, o oráculo voltou a gozar de um certo revivalismo no tempo de Adriano, mas a astrologia foi ganhando importância, proporcionando uma nova fonte alternativa de profecias. Com o surgir do cristianismo como religião oficial do império romano de Constantino, o oráculo de Delfos chegou ao fim.
Informação tomada de Diciopédia. Porto Editora 2008
 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Portugal e o idioma português

PORTUGAL  e o idioma português

português  é o quinto idioma mais falado mundo – mais de 260 milhões de pessoas utilizam como língua principal para se comunicar. Entre os países que o tem como idioma oficial, citamos o Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Guiné Equatorial.
Em 1990 foi criado o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que tem por objetivo padronizar a escrita de algumas palavras em todos os países que o utilizam oficialmente. O Brasil aderiu ao acordo em 2009. Ver mais informações aqui: http://www.infoescola.com/portugues/


Ficheiro:Flag of Portugal.svg

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Robinson Crusoe

o livro de Daniel Defof, Robinson Crusoé e o livro da semana explicado pelo Dr. João Luis Fernandez da Universidade de Coimbra. Veja o Video.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sungha Jung

Observe este miúdo e o bem que toca a guitarra.

A Carbonária Portuguesa



MEMORIAL REPUBLICANO LIV

LIV - A Carbonária Portuguesa
A história do carbonarismo em Portugal está por fazer e dificilmente poderá ser erguida com inteira garantia de veracidade. Escasseia a documentação, até porque este tipo de organizações secretas não pretendia guardar memórias para o futuro, uma vez que pesavam mais as urgências do presente e, por outro lado, o sigilo equivalia à garantia de defesa contra a agressividade policial. O movimento, em Portugal, terá remontado ao período do Ultimato, sabendo-se que a revolta de 31 de Janeiro de 1891 já contou com a organização secreta de núcleos populares armados. Mas foi indubitavelmente sob os rigores da ditadura franquista que a Carbonária Portuguesa se organizou e mais disciplinadamente se ampliou. Referimo-nos àquela organização que foi dirigida por uma Alta Venda dirigida por um triunvirato a que pertenciam Machado Santos, Luz de Almeida e António Maria da Silva.
A Carbonária Portuguesa apresentava a “choça” como unidade de base, sendo esta composta por um número de combatentes inferior a vinte; as “barracas” eram constituídas pelos chefes de cerca de vinte “choças”; as “vendas” eram formadas pelos presidentes de vinte “barracas”. A “Alta Venda” resultava da agremiação das chefias de vinte ou mais “vendas”. Os desígnios da organização eram muito claros, pois pretendiam aliciar e armar um exército popular, completamente devotado à tarefa de destruir o regime monárquico pela força. As aliciações, na maior parte dos casos, faziam-se nos quartéis, chamando à causa as praças e os sargentos de condição económica e social mais humilde. Esta regra era também observada nos recrutamentos feitos fora das unidades militares. Exigia-se ao novo membro uma dedicação ilimitada, que ia ao ponto do sacrifício da vida, se tal fosse necessário. As traições, delações ou denúncias seriam punidas com a morte do prevaricador. Por outro lado, as iniciações faziam-se solenemente, em locais ermos, obedecendo a um cerimonial proto-maçónico, no qual era usual a exibição de armas e todo um solene interrogatório, tendente a comprovar a solidez de vontade do neófito. Os símbolos carbonários reproduziam esta mística de combate, neles aparecendo os punhais, os machados, as estrelas de cinco pontas e os triângulos formados por três pontos de vértice invertido. Era invocada frequentemente a divisa que fora divulgada pela revolução francesa de 1789: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”.
Se Machado Santos centrou a acção da Carbonária preferencialmente no plano militar, António Maria da Silva e Luz Almeida trabalharam intensamente as regiões do interior de Portugal, agindo sistematicamente junto dos estratos mais baixos da sociedade civil. No interior do Partido Republicano, nem todos apreciavam por igual a latitude e intenção do movimento carbonário. Se António José de Almeida o apreciava, vindo a ser o elo de ligação entre o Directório do Partido Republicano e a Carbonária, João Chagas não lhe dava qualquer cobertura e procurou mesmo dissuadi-lo. O seu receio é que, chegada a hora, viessem a fazer-se revoluções paralelas sem coordenação. O ensaio geral do carbonarismo em luta verificou-se no decurso da tentativa revolucionária de 28 de Janeiro de 1908. Tal tentativa malogrou-se, devido a notórias deficiências de planeamento, embora o movimento congregasse sectores muito diversificados, que iam do republicanismo ao anarquismo e deste á Dissidência Progressista de José de Alpoim, estando ainda representados alguns militantes isolados do socialismo.
É muito provável que fique para sempre no limbo do virtual o apuramento do número global dos carbonários, quando a organização atingiu o máximo da sua capacidade de aliciação. O que se sabe é que a Carbonária Portuguesa foi a mais impaciente quando se tratou de marcar a data da eclosão revolucionária e conformou-se dificilmente com os sucessivos adiamentos das alturas inicialmente previstas para o efeito. E é também sabido que foram os civis e militares carbonários os elementos mais activos e decididos na difícil e indecisa marcha da revolução de 5 de Outubro de 1910.
publicado por Amadeu Carvalho Homem 4 de Julho 2010 no seu blog. Livre e Humano