Em Santa Maria da Feira- Portugal
Blog dedicado ao conhecimento e à alegria de viver. Ao conhecimento que não ocupa espaço. Os melhores vídeos musicais de sempre.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Robinson Crusoe
o livro de Daniel Defof, Robinson Crusoé e o livro da semana explicado pelo Dr. João Luis Fernandez da Universidade de Coimbra. Veja o Video.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
A Carbonária Portuguesa
MEMORIAL REPUBLICANO LIV
LIV - A Carbonária Portuguesa
A história do carbonarismo em Portugal está por fazer e dificilmente poderá ser erguida com inteira garantia de veracidade. Escasseia a documentação, até porque este tipo de organizações secretas não pretendia guardar memórias para o futuro, uma vez que pesavam mais as urgências do presente e, por outro lado, o sigilo equivalia à garantia de defesa contra a agressividade policial. O movimento, em Portugal, terá remontado ao período do Ultimato, sabendo-se que a revolta de 31 de Janeiro de 1891 já contou com a organização secreta de núcleos populares armados. Mas foi indubitavelmente sob os rigores da ditadura franquista que a Carbonária Portuguesa se organizou e mais disciplinadamente se ampliou. Referimo-nos àquela organização que foi dirigida por uma Alta Venda dirigida por um triunvirato a que pertenciam Machado Santos, Luz de Almeida e António Maria da Silva.
A Carbonária Portuguesa apresentava a “choça” como unidade de base, sendo esta composta por um número de combatentes inferior a vinte; as “barracas” eram constituídas pelos chefes de cerca de vinte “choças”; as “vendas” eram formadas pelos presidentes de vinte “barracas”. A “Alta Venda” resultava da agremiação das chefias de vinte ou mais “vendas”. Os desígnios da organização eram muito claros, pois pretendiam aliciar e armar um exército popular, completamente devotado à tarefa de destruir o regime monárquico pela força. As aliciações, na maior parte dos casos, faziam-se nos quartéis, chamando à causa as praças e os sargentos de condição económica e social mais humilde. Esta regra era também observada nos recrutamentos feitos fora das unidades militares. Exigia-se ao novo membro uma dedicação ilimitada, que ia ao ponto do sacrifício da vida, se tal fosse necessário. As traições, delações ou denúncias seriam punidas com a morte do prevaricador. Por outro lado, as iniciações faziam-se solenemente, em locais ermos, obedecendo a um cerimonial proto-maçónico, no qual era usual a exibição de armas e todo um solene interrogatório, tendente a comprovar a solidez de vontade do neófito. Os símbolos carbonários reproduziam esta mística de combate, neles aparecendo os punhais, os machados, as estrelas de cinco pontas e os triângulos formados por três pontos de vértice invertido. Era invocada frequentemente a divisa que fora divulgada pela revolução francesa de 1789: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”.
Se Machado Santos centrou a acção da Carbonária preferencialmente no plano militar, António Maria da Silva e Luz Almeida trabalharam intensamente as regiões do interior de Portugal, agindo sistematicamente junto dos estratos mais baixos da sociedade civil. No interior do Partido Republicano, nem todos apreciavam por igual a latitude e intenção do movimento carbonário. Se António José de Almeida o apreciava, vindo a ser o elo de ligação entre o Directório do Partido Republicano e a Carbonária, João Chagas não lhe dava qualquer cobertura e procurou mesmo dissuadi-lo. O seu receio é que, chegada a hora, viessem a fazer-se revoluções paralelas sem coordenação. O ensaio geral do carbonarismo em luta verificou-se no decurso da tentativa revolucionária de 28 de Janeiro de 1908. Tal tentativa malogrou-se, devido a notórias deficiências de planeamento, embora o movimento congregasse sectores muito diversificados, que iam do republicanismo ao anarquismo e deste á Dissidência Progressista de José de Alpoim, estando ainda representados alguns militantes isolados do socialismo.
É muito provável que fique para sempre no limbo do virtual o apuramento do número global dos carbonários, quando a organização atingiu o máximo da sua capacidade de aliciação. O que se sabe é que a Carbonária Portuguesa foi a mais impaciente quando se tratou de marcar a data da eclosão revolucionária e conformou-se dificilmente com os sucessivos adiamentos das alturas inicialmente previstas para o efeito. E é também sabido que foram os civis e militares carbonários os elementos mais activos e decididos na difícil e indecisa marcha da revolução de 5 de Outubro de 1910.
A Carbonária Portuguesa apresentava a “choça” como unidade de base, sendo esta composta por um número de combatentes inferior a vinte; as “barracas” eram constituídas pelos chefes de cerca de vinte “choças”; as “vendas” eram formadas pelos presidentes de vinte “barracas”. A “Alta Venda” resultava da agremiação das chefias de vinte ou mais “vendas”. Os desígnios da organização eram muito claros, pois pretendiam aliciar e armar um exército popular, completamente devotado à tarefa de destruir o regime monárquico pela força. As aliciações, na maior parte dos casos, faziam-se nos quartéis, chamando à causa as praças e os sargentos de condição económica e social mais humilde. Esta regra era também observada nos recrutamentos feitos fora das unidades militares. Exigia-se ao novo membro uma dedicação ilimitada, que ia ao ponto do sacrifício da vida, se tal fosse necessário. As traições, delações ou denúncias seriam punidas com a morte do prevaricador. Por outro lado, as iniciações faziam-se solenemente, em locais ermos, obedecendo a um cerimonial proto-maçónico, no qual era usual a exibição de armas e todo um solene interrogatório, tendente a comprovar a solidez de vontade do neófito. Os símbolos carbonários reproduziam esta mística de combate, neles aparecendo os punhais, os machados, as estrelas de cinco pontas e os triângulos formados por três pontos de vértice invertido. Era invocada frequentemente a divisa que fora divulgada pela revolução francesa de 1789: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”.
Se Machado Santos centrou a acção da Carbonária preferencialmente no plano militar, António Maria da Silva e Luz Almeida trabalharam intensamente as regiões do interior de Portugal, agindo sistematicamente junto dos estratos mais baixos da sociedade civil. No interior do Partido Republicano, nem todos apreciavam por igual a latitude e intenção do movimento carbonário. Se António José de Almeida o apreciava, vindo a ser o elo de ligação entre o Directório do Partido Republicano e a Carbonária, João Chagas não lhe dava qualquer cobertura e procurou mesmo dissuadi-lo. O seu receio é que, chegada a hora, viessem a fazer-se revoluções paralelas sem coordenação. O ensaio geral do carbonarismo em luta verificou-se no decurso da tentativa revolucionária de 28 de Janeiro de 1908. Tal tentativa malogrou-se, devido a notórias deficiências de planeamento, embora o movimento congregasse sectores muito diversificados, que iam do republicanismo ao anarquismo e deste á Dissidência Progressista de José de Alpoim, estando ainda representados alguns militantes isolados do socialismo.
É muito provável que fique para sempre no limbo do virtual o apuramento do número global dos carbonários, quando a organização atingiu o máximo da sua capacidade de aliciação. O que se sabe é que a Carbonária Portuguesa foi a mais impaciente quando se tratou de marcar a data da eclosão revolucionária e conformou-se dificilmente com os sucessivos adiamentos das alturas inicialmente previstas para o efeito. E é também sabido que foram os civis e militares carbonários os elementos mais activos e decididos na difícil e indecisa marcha da revolução de 5 de Outubro de 1910.
publicado por Amadeu Carvalho Homem 4 de Julho 2010 no seu blog. Livre e Humano
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Parabéns Espanha campeã do mundial 2010
Felicitaciones a España, pues demostrou que tiene un gran equipo y que pudo exponer una vez más ante el mudno porqué España no es que parezca ser la mejor, ( en el futbol) sino que España es la mejor!
!Chúpate esa mandarina!
!Chúpate esa mandarina!
domingo, 20 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
D.Carlos I e Jão Franco
MEMORIAL REPUBLICANO

LI - D. Carlos patrocina a ditadura
O governo que João Franco organizara foi, nele
próprio, uma contradição e uma mentira.
Patrocinado por José Luciano de Castro, cuja
doença e velhice lhe obstava a natural chefia,
e levado ao terreno por João Franco, cujo
partido por ele inventado era um
arremedo de grandeza política, tal
governo foi desdizendo tudo o que prometera.
Franco declarara ser uma “ignóbil
porcaria” a lei eleitoral que o seu
antigo chefe regenerador preparara contra
si; mas, mal se apanhou no Poder, não
tomou a menor iniciativa para a substituir.
O mesmo Franco prometera reformas
e liberdades, dizendo querer
“governar à inglesa”,constitucionalmente,
e confessando intuitos de“caçar no mesmo
terreno dos republicanos”, impulsionando
Portugal para a modernidade e para
a tolerância; porém, tornavam-se notórios
os seus esgares de impaciência nas
casas do Parlamento e fora delas, como
se lhe fosse de todo impossível escapar
à sua antiga sina de irritável déspota.
próprio, uma contradição e uma mentira.
Patrocinado por José Luciano de Castro, cuja
doença e velhice lhe obstava a natural chefia,
e levado ao terreno por João Franco, cujo
partido por ele inventado era um
arremedo de grandeza política, tal
governo foi desdizendo tudo o que prometera.
Franco declarara ser uma “ignóbil
porcaria” a lei eleitoral que o seu
antigo chefe regenerador preparara contra
si; mas, mal se apanhou no Poder, não
tomou a menor iniciativa para a substituir.
O mesmo Franco prometera reformas
e liberdades, dizendo querer
“governar à inglesa”,constitucionalmente,
e confessando intuitos de“caçar no mesmo
terreno dos republicanos”, impulsionando
Portugal para a modernidade e para
a tolerância; porém, tornavam-se notórios
os seus esgares de impaciência nas
casas do Parlamento e fora delas, como
se lhe fosse de todo impossível escapar
à sua antiga sina de irritável déspota.
Aquele governo era também um enigma
perante a opinião pública. Esta interrogava-se
sobre se seria o franquismo a tomar
conta do Partido Progressista, se seria
este a absorver aquele, ou se cada um
deles, servida a opípara refeição governativa,
seguiria tranquilamente o seu caminho.
Era isto que Hintze Ribeiro perguntava,
utilizando as seguintes palavras: os dois
partidos “ fundem-se e consubstanciam-se
ou só se juntam, em termos eventuais,
para um momento de acção governativa?”.
perante a opinião pública. Esta interrogava-se
sobre se seria o franquismo a tomar
conta do Partido Progressista, se seria
este a absorver aquele, ou se cada um
deles, servida a opípara refeição governativa,
seguiria tranquilamente o seu caminho.
Era isto que Hintze Ribeiro perguntava,
utilizando as seguintes palavras: os dois
partidos “ fundem-se e consubstanciam-se
ou só se juntam, em termos eventuais,
para um momento de acção governativa?”.
A crise, previsível devido aos tumultos que
a“questão dos adiantamentos” provocara
na Câmara dos Deputados, declarou-se
sem disfarce quando os ministros da
Justiça, José Novais, e dos Estrangeiros,
Luís de Magalhães, apresentaram as suas
demissões. Uma só pessoa, em tais
circunstâncias, poderia propiciar uma
continuidade aceitável de governo. Era
necessário que o velho José Luciano de
Castro lançasse a João Franco a bóia
da salvação. Era forçoso que ele viesse
dizer que a concentração liberal estava
ali para durar e que o seu Partido
Progressista ajudaria novamente o
franquismo a aguentar-se no mando.
Mas quando João Franco pediu ao
patriarca do Palácio dos Navegantes
alguns dos nomes mais sonantes para
restabelecer o crédito do governo, a
resposta que obteve foi um não rotundo,
peremptório. João Franco naufragava.
Ficava só, irremediavelmente só, nos
termos previstos pela Carta Constitucional.
a“questão dos adiantamentos” provocara
na Câmara dos Deputados, declarou-se
sem disfarce quando os ministros da
Justiça, José Novais, e dos Estrangeiros,
Luís de Magalhães, apresentaram as suas
demissões. Uma só pessoa, em tais
circunstâncias, poderia propiciar uma
continuidade aceitável de governo. Era
necessário que o velho José Luciano de
Castro lançasse a João Franco a bóia
da salvação. Era forçoso que ele viesse
dizer que a concentração liberal estava
ali para durar e que o seu Partido
Progressista ajudaria novamente o
franquismo a aguentar-se no mando.
Mas quando João Franco pediu ao
patriarca do Palácio dos Navegantes
alguns dos nomes mais sonantes para
restabelecer o crédito do governo, a
resposta que obteve foi um não rotundo,
peremptório. João Franco naufragava.
Ficava só, irremediavelmente só, nos
termos previstos pela Carta Constitucional.
Foi aqui que emergiu um novo comparsa para
uma farsa que iria terminar em
tragédia. Esse comparsa foi o rei D.
Carlos, Vencido suplente e admirador
secreto de soluções rijas, musculadas. O
monarca iria patrocinar a ditadura de
um só homem contra todas as
forças políticas organizadas de um
Reino. É esta cegueira que torna
tristemente espantosa tal decisão.
D. Carlos sabia, tão bem ou melhor do
que João Franco, que a ditadura
deste iria desencadear-se contra
a totalidade do pequeno mundo político
lusitano: contra os regeneradores, que
não perdoavam a cisão; contra os
progressistas, que tinham posto fim
à concentração liberal ; contra os
dissidentes de Alpoim, que abominavam
tanto o rei como o valido do rei; contra
os republicanos, por motivos
óbvios; contra os socialistas e os
anarquistas, por razões ainda
mais evidentes. Certamente poderia
agradar a D. Carlos uma “vida nova”,
tal como a previra Oliveira Martins, nos
seus papéis de literato, de sociólogo
e de economista … todo teórico. O
penúltimo dos Braganças iria viabilizar
o franquismo em ditadura,
escrevendo ao chefe daquela
escassa patrulha uma carta pessoal,
datada de 9 de Maio, onde
podia ler-se: “(…) continuemos
serenamente, com calma, mas com
firmeza a nossa obra. Neste caminho
encontrarás tu e os teus colegas todo
o meu apoio o mais rasgado e o mais
franco, porque considero que só
assim, dadas as circunstâncias
em que nos encontramos, poderemos
fazer alguma cousa boa e útil para
o nosso País”. D. Carlos queria
continuarserenamente, quando ia
reunir todas as razões para a
instabilidade; e falava também na
nossa obra, como se tivesse sido
acometido de uma amnésia súbita,
olvidando que um monarca
constitucional reina, mas não governa.
uma farsa que iria terminar em
tragédia. Esse comparsa foi o rei D.
Carlos, Vencido suplente e admirador
secreto de soluções rijas, musculadas. O
monarca iria patrocinar a ditadura de
um só homem contra todas as
forças políticas organizadas de um
Reino. É esta cegueira que torna
tristemente espantosa tal decisão.
D. Carlos sabia, tão bem ou melhor do
que João Franco, que a ditadura
deste iria desencadear-se contra
a totalidade do pequeno mundo político
lusitano: contra os regeneradores, que
não perdoavam a cisão; contra os
progressistas, que tinham posto fim
à concentração liberal ; contra os
dissidentes de Alpoim, que abominavam
tanto o rei como o valido do rei; contra
os republicanos, por motivos
óbvios; contra os socialistas e os
anarquistas, por razões ainda
mais evidentes. Certamente poderia
agradar a D. Carlos uma “vida nova”,
tal como a previra Oliveira Martins, nos
seus papéis de literato, de sociólogo
e de economista … todo teórico. O
penúltimo dos Braganças iria viabilizar
o franquismo em ditadura,
escrevendo ao chefe daquela
escassa patrulha uma carta pessoal,
datada de 9 de Maio, onde
podia ler-se: “(…) continuemos
serenamente, com calma, mas com
firmeza a nossa obra. Neste caminho
encontrarás tu e os teus colegas todo
o meu apoio o mais rasgado e o mais
franco, porque considero que só
assim, dadas as circunstâncias
em que nos encontramos, poderemos
fazer alguma cousa boa e útil para
o nosso País”. D. Carlos queria
continuarserenamente, quando ia
reunir todas as razões para a
instabilidade; e falava também na
nossa obra, como se tivesse sido
acometido de uma amnésia súbita,
olvidando que um monarca
constitucional reina, mas não governa.
Seguiu-se a tudo isto o decreto de 10
de Maio de 1907, encerrando
o parlamento e inaugurando, com toda
a explicitude, a ditadura de João
Franco, antecâmara de uma
tragédia que não demoraria a chegar.
de Maio de 1907, encerrando
o parlamento e inaugurando, com toda
a explicitude, a ditadura de João
Franco, antecâmara de uma
tragédia que não demoraria a chegar.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Tipos de Alunos Problemáticos
Tipos de Alunos Problemáticos
Considerados por Brophy. J. & Good (1996):
Alunos com problemas de realização escolar
.Síndroma de fracasso
. perfeccionistas
.subrealizadores
.baixo rendimento
Alunos com Problemas de Hostilidade
. hostis-agressivos
.passivos agressivos
.desafiadores
Alunos com problemas em cumprir as exigências do papel do aluno
. hiperactivos
.distraídos
.imaturos
Alunos com problemas de isolamento social.
. Rejeitados pelos pares
.Tímidos/isolados
As características de cada um de estes sub-grupos são, resumidamente as seguintes:
1. Síndroma de Fracasso - estes alunos estão convencidos que não conseguem fazer os trabalhos escolares. Frequentemente evitam começar ou desistem facilmente
a. facilmente se sentem frustrados
b. desistem facilmente
c. dizem "não sei fazer"
2. perfeccionistas - alunos invulgarmente ansiosos quanto à eventualidade de cometer erros. Os padrões de realização que se impõem são irrealisticamente elevados nunca ficando satisfeitos com o seu trabalho (nas ocasiões em que deveriam ficar)
a. perfeccionistas
b.frequentemente ansiosos/receosos/frustrados com a qualidade do seu trabalho.
c. evitam participar a menos que estejam absolutamente seguros de si.
3. subrealizadores - estes alunos fazem apenas o mínimo indispensável. Não valorizam o trabalho escolar.
a. indiferentes à escola
b. mínimos em termos de trabalho
c. o trabalho escolar não os incentiva; baixa motivação
4.- baixo rendimento - estes alunos têm dificuldades , mesmo que tenham vontade de trabalhar. O problema é a baixa capacidade ou a impreparação, mais do que a falta de motivação.
a. dificuldades em seguir orientações
b.- dificuldades em completar trabalhos
c. baixa capacidade de retenção
d. zangam-se facilmente
5. hostis -agressivos - expressam a hostilidade através de comportamentos directos e "intensos". Não são facilmente controláveis.
a. intimidam e ameaçam
b. batem e empurram
c. danificam propriedade
d. incompatibilizam-se
e. exibem a hostilidade
f. zangam-se facilmente
6. passivos -agressivos - expressam oposição e resistência ao professor, mas de forma indirecta. Muitas vezes é difícil saber se estão a resistir deliberadamente ou não.
a. oposição e teimosia subtis
b. procuram controlar
c. submetem-se com dificuldades às regras
d. alteram (desfiguram) objectos, mais do danificam
e. perturbam sub -repticiamente
f.arrastam os pés provocatoriamente
7. desafiador - resiste à autoridade e trava uma luta pelo poder com o professor. Quer fazer as coisas à sua maneira e rejeita que lhe digam o que tem que fazer.
a. resiste verbalmente utilizando expressões como:
1. "Não me pode obrigar"
2. "Não me pode dizer o que é que eu tenho que fazer"
3. "Não faço"
b- resiste de forma verbal com atitudes de tipo:
1. olhar com expressão carrancuda, faz caretas, imita o professor
2. braços cruzados, mãos nos quadris, pé a bater no chão
3. olhar para o lado quando falam para ele
4. rir-se em momentos inapropriados
5. ser fisicamente violento para com o professor
6. fazer deliberadamente aquilo que o professor proibiu
8. hiperactivo - movimentação constante e excessiva, mesmo quando sentado. Frequentemente os movimentos parecem não ter objectivo.
a. contorce-se, bamboleia-se, arranha
b. excita-se facilmente
c. faz comentários e fornece respostas inapropriados
d.está frequentemente fora do lugar
e. perturba os outros alunos com barulhos e movimentos
f. energia não direccionada para as tarefas escolares
g. mexe excessivamente nos objectos e nas pessoas
9. distraível - baixos níveis de atenção. Parece incapaz de manter a atenção e concentração. Facilmente distraível para sons, visões e conversas.
a. dificuldades de adaptação às mudanças
b. raramente completa as tarefas
10. imaturo - baixa estabilidade emocional, baixo auto-controlo, pouca capacidade de tomar conta de si, competências sociais e/ou responsabilidade inadequadas.
a.exibe frequentemente comportamentos próprios de crianças mais novas
b. pode chorar com facilidade
c. perde as coisas
d. com frequência parece perdido, incompetente e/ou dependente
11. rejeitado pelos pares - procura interagir com os pares mas é rejeitado, ignorado ou excluído.
a. vê-se forçado a trabalhar ou a brincar sozinho
b. falta de competências sociais
c. frequentemente "gozado"
12. tímidos/isolados - evitam interacções sociais, são sossegados e não intrusivos e não respondem convenientemente aos outros.
a. sossegados e sóbrios
b.não tomem iniciativas nem se oferecem voluntariamente aos outros
c. não chamam a atenção sobre si próprios.
Se queres saber mais, esta informação se encontra em: Lopes, João A. (2001) Problemas de Comportamento, Problemas de Aprendizagem, Problemas de "Ensinagem". Quarteto Editora. Colecção Nova Era. Educação e Sociedade. Págs. 32-35
quarta-feira, 26 de maio de 2010
O que é o iluminismo? Immanuel Kant
escrito em 1783: Resposta à pregunta: Que é o iluminismo?
O iluminismo é a saída do homem da sua menoridade de que ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de se servir do entendimento sem a orientação de outrem. Tal menoridade é a culpa própria se a sua causa não reside na falta de entendimento, mas na falta de decisão e de coragem em se servir de si mesmo sem a orientação de outrem, Sapere aude! Tem a coragem de te servires do teu próprio entendimento! Eis a palavra de ordem do iluminismo.
Tirado do livro: Immanuel Kant. A paz perpétua e outros opúsculos. 1ª edição Edições 70. Pág.11
O iluminismo é a saída do homem da sua menoridade de que ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de se servir do entendimento sem a orientação de outrem. Tal menoridade é a culpa própria se a sua causa não reside na falta de entendimento, mas na falta de decisão e de coragem em se servir de si mesmo sem a orientação de outrem, Sapere aude! Tem a coragem de te servires do teu próprio entendimento! Eis a palavra de ordem do iluminismo.
Tirado do livro: Immanuel Kant. A paz perpétua e outros opúsculos. 1ª edição Edições 70. Pág.11
terça-feira, 25 de maio de 2010
Ácaros. ?omo combatê-los?
| Prevenir a asma e alergia combatendo os ácaros |
Bem Estar e Saúde - Alergias |
O que são ácaros? Será possível diminuir a exposição aos ácaros? Prevenção da acumulação de pó Cuidados a ter com a cama Eliminação do pó: o uso do aspirador Outros métodos Os ácaros do pó da casa são considerados em todo o mundo, particularmente nos países ocidentais e industrializados, como a principal causa de alergias do aparelho respiratório. Os ácaros são animais de dimensões microscópicas que vivem no pó existente nas nossas casas. No entanto, também se encontram presentes nas alcatifas e outros revestimentos têxteis, como os cobertores, almofadas, colchões, tapetes e bonecos de peluche. Os ácaros do pó da casa são considerados em todo o mundo, particularmente nos países ocidentais e industrializados, como a principal causa de alergias do aparelho respiratório. Preferem locais húmidos e com temperaturas amenas, sendo o Outono a altura do ano em que habitualmente existe maior proliferação dos ácaros, dadas as condições favoráveis de temperatura e humidade. Alimentam-se principalmente dos restos de pele humana que se liberta do nosso corpo por descamação, e que ficam sobretudo nas roupas da cama e colchões. Os ácaros não transmitem qualquer tipo de doença. Contudo, a exposição (sobretudo através das vias respiratórias) a determinadas proteínas que existem no seu corpo e excrementos, pode causar o aparecimento de doenças alérgicas. Ao contrário dos pólens que provocam alergias durante a Primavera, a alergia aos ácaros mantém-se de uma forma mais ou menos intensa ao longo de todo o ano (embora mais acentuada no Outono e Inverno). Será possível diminuir a exposição aos ácaros? A diminuição do número de ácaros no interior da casa, é um factor decisivo no tratamento do doente alérgico ao pó da casa. O combate a estes animais deverá incidir primariamente no quarto de dormir e depois, tanto quanto possível, estender-se ao resto da casa. Diversos métodos de evicção tem sido recomendados e comercializados: Prevenção da acumulação de pó. A prevenção da acumulação de pó no interior das casas é importante para a redução dos “ninhos” onde os ácaros habitualmente vivem e consequentemente para a diminuição do seu número. Várias medidas devem ser tomadas, particularmente no quarto de dormir: Devem ser eliminadas as alcatifas e tapetes grossos. O pavimento deve ser liso, por exemplo em madeira ou vinilo e facilmente lavável. As paredes devem ser lisas e o papel de parede deve ser retirado Não usar reposteiros. Preferir cortinas simples e em material sintético Preferir móveis lisos e pouco trabalhados para não acumularem pó Não ter aparelhagens de música, televisão e computadores no quarto Não guardar livros, discos, CD´s, brinquedos e bonecos de peluche no quarto de dormir Cuidados a ter com a cama. Devem ser utilizados preferencialmente edredons de material sintético (não usar os de penas) no lugar dos cobertores. Utilizar almofadas de espuma ou outro material sintético. Devem ser substituídas periodicamente (por exemplo de 3 em 3 anos) Evitar os lençóis de flanela, optando pelo algodão. Os cobertores felpudos não devem ser usados. Quando usar cobertores preferir os de fibras sintéticas, e usar por cima deles uma coberta, colcha lisa ou edredon. Os lençóis, fronhas das almofadas e edredons devem ser lavados a temperaturas superiores a 55ºC, pois só assim é possível a remoção eficaz dos ácaros e das suas partículas. A utilização de coberturas anti-ácaros para almofadas e colchões é considerado um método muito eficaz na redução dos níveis de ácaros na cama e assim devem ser recomendadas aos doentes alérgicos aos ácaros. No entanto, nem todas as coberturas comercializadas possuem igual eficácia. Eliminação do pó: o uso do aspirador O quarto de dormir é considerado como local de eleição para a limpeza do pó. No entanto as outras dependências da casa não devem ser esquecidas, particularmente aquelas onde os doentes alérgicos passam mais tempo. A limpeza regular (pelo menos duas vezes/ semana) e cuidadosa do quarto (pavimento, tapetes, sofás, colchão e estrado) com aspirador é importante. Já a aspiração das alcatifas é pouco eficaz na redução dos ácaros que vivem no seu interior. Os aspiradores com filtro HEPA (high efficiency particulate air) são mais eficazes que os aspiradores clássicos na luta anti-ácaros e devem ser recomendados.A utilização de aspiradores dotados de sistemas de lavagem a água ou a vapor de água, que nalguns casos podem também utilizar acaricidas e/ou detergentes tem apresentado resultados divergentes. Outros métodosOutros métodos têm sido também utilizados, mas com resultados variáveis: Utilização de métodos químicos: os Acaricidas Os acaricidas são substâncias químicas capazes de matar os ácaros, existindo sob a forma de pó, espuma ou spray, para aplicação nas alcatifas, pavimentos, revestimentos têxteis e colchões. É necessário aspirar cuidadosamente os locais onde o acaricida foi aplicado para remover os ácaros mortos e as suas partículas. A eficácia dos acaricidas é variável, devendo ser recomendada apenas nalgumas situações particulares e sob orientação do imunoalergologista. Utilização de métodos físicos: o frio e o calor Têm sido estudados vários métodos para a matar os ácaros através de agentes físicos. Os mais estudados têm sido a utilização do frio e calor. A colocação no frigorífico (congelador) ou arcas frigoríficas de roupas de lã, cobertores ou peluches durante 24 horas, seguida de lavagem com água corrente ou na máquina de lavar, é um método eficaz para diminuir a presença de ácaros nestes têxteis. A exposição directa ao sol de roupas, tapetes, colchão é também um método eficaz para diminuir o número de ácaros. Sistemas de filtração e purificação do ar Os sistemas de filtração podem ser úteis para a remoção dos ácaros e outras partículas em suspensão, sobretudo quando possuem filtros HEPA. Já em relação aos aparelhos que utilizam filtros electrostáticos os resultados são contraditórios. Não existem até á data evidências científicas claras que apoiem o benefício clínico dos ionizadores. Modificações das condições climáticas no interior das habitações. A redução da humidade por aumento de ventilação ou sistemas de ventilação mecânica pode desempenhar um papel importante na redução do número de ácaros. No entanto, em climas temperados e húmidos como é o caso do nosso País, estas medidas não têm grande significado. Os sistemas de extracção de vapor de água nas dependências da casa onde há mais vapor de água (cozinha, lavandaria, quarto de banho) são úteis para a redução das taxas de humidade relativa no interior das casas. O estudo do benefícios da utilização de desumidificadores conduziram a resultados pouco concludentes. Conclusão: Existem alguns métodos e produtos que são eficazes na redução e eliminação dos ácaros de nossas casas. No entanto, uma eficaz evicção aos ácaros não pode nunca ser alcançada com a utilização isolada de um destes métodos. Eles devem ser utilizados sempre que possível em conjunto, numa estratégia geral de combate aos múltiplos factores que favorecem a proliferação dos ácaros no seu ambiente particular! Autoria: Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica www.spaic.pt Mais informação em:http://www.medicoassistente.com/alergias/prevenir-a-asma-e-alergia-combatendo-os-acaros |
terça-feira, 18 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Robert Baden- Powel - Escutismo para Rapazes
Corpo Nacional de Escutas
Promessa
Prometo pela minha honra e com a graça de Deus, fazer todo o possível por:
Cumprir os meus deveres para com Deus e a Pátria;
Auxiliar os meus semelhantes em todas as circunstâncias;
Obedecer a lei do Escuta.
A lei do Escuta
1º.- A honra do Escuta inspira confiança.
2º.- O Escuta é leal.
3.º- O Escuta é útil e pratica diariamente uma boa acção.
4º.- O Escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros Escutas.
5º.- O escuta é delicado e respeitador.
6º.- O Escuta protege as plantas e os animais.
7º.- O Escuta é obediente.
8º.- O Escuta tem sempre boa disposição de espírito.
9º.- = Escuta é sóbrio, económico e respeitador do bem alheio.
10º.- O Escuta é puro nos pensamentos, nas palavras e nas acções.
Princípios do Escutismo
1º.- O Escuta orgulha-se da sua fé e por ela orienta toda a sua vida.
2º.- O Escuta é filho de Portugal e bom cidadão.
3º.- O dever do Escuta começa em casa.
Tirado do livro: Escutismo para Rapazes. Autor: Robert Baden- Powel . Corpo Nacional de Escutas. Ano 2000.
Promessa
Prometo pela minha honra e com a graça de Deus, fazer todo o possível por:
Cumprir os meus deveres para com Deus e a Pátria;
Auxiliar os meus semelhantes em todas as circunstâncias;
Obedecer a lei do Escuta.
A lei do Escuta
1º.- A honra do Escuta inspira confiança.
2º.- O Escuta é leal.
3.º- O Escuta é útil e pratica diariamente uma boa acção.
4º.- O Escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros Escutas.
5º.- O escuta é delicado e respeitador.
6º.- O Escuta protege as plantas e os animais.
7º.- O Escuta é obediente.
8º.- O Escuta tem sempre boa disposição de espírito.
9º.- = Escuta é sóbrio, económico e respeitador do bem alheio.
10º.- O Escuta é puro nos pensamentos, nas palavras e nas acções.
Princípios do Escutismo
1º.- O Escuta orgulha-se da sua fé e por ela orienta toda a sua vida.
2º.- O Escuta é filho de Portugal e bom cidadão.
3º.- O dever do Escuta começa em casa.
Tirado do livro: Escutismo para Rapazes. Autor: Robert Baden- Powel . Corpo Nacional de Escutas. Ano 2000.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
DIFERENÇA ENTRE "http" > e "https"
Eis aqui um conselho válido, que talvez muita gente não saiba disto...(Eu
também não sabia!)
Especialmente para quem faz compras via Internet. A DIFERENÇA ENTRE "http"
e "https"
A maioria das pessoas ignora que a diferença entre a utilização de http:// e
https:// é, simplesmente, a sua segurança! O "s" = secure = segurança.
A sigla http quer dizer "Hyper Text Transport Protocol", que é a linguagem
para troca de informação entre servidores e clientes da rede.
O que é importante, e o que marca a diferença, é a letra "s" que é a
abreviatura de "Secure"!
Ao visitar uma página na web observe se começa por: http://; Isto significa
que essa página se comunica numa linguagem normal, mas sem segurança!
Não se deve dar o número do cartão de crédito através de uma página/site
começada por http://.
Se começar por https://, isso significa que o computador está conectado a
uma página que se corresponde numa linguagem codificada e segura, à prova de
espiões!!
Prevenir nunca é demais.
domingo, 25 de abril de 2010
Beresford, William Carr
William Carr Beresford (Irlanda, 1768 — 8 de Janeiro de 1854) foi um militar britânico, marechal (1809) e depois marechal-general (1816) doExército português.
Foi comandante em chefe durante toda a Guerra Peninsular, de Março de 1809 à revolução liberal de 1820, gozando de poderes de governação dada a ausência da Corte portuguesa, refugiada no Brasil (1808-1821).
Beresford nasceu em 1768 na Irlanda, filho ilegítimo do Marquês de Waterford e protegido pelo Partido Tory, onde era amigo de Arthur Wellesley. Serviu no Exército Britânico em Toulon (1793); foi tenente-coronel na Índia, coronel do 88º Regimento no Egipto (1801), brigadeiro no Cabo da Boa Esperança, e ocupou Buenos Aires (1806) onde foi aprisionado. Comandou a ocupação da Madeira em Dezembro de 1807 e aí aprendeu português. Fez a expedição da Corunha em 1809 e regressou a Portugal.
Foi em Portugal Marquês de Campo Maior, título recebido por decreto de 17 de dezembro de 1812 de D. Maria I, e Conde de Trancoso, e Visconde de Beresford na Grã-Bretanha. Era de grande estatura e corpulento, sendo a presença realçada por um rosto muito irregular e de aparência algo sinistra, pois tinha o olho esquerdo vazado por um tiro, o que surpreendia os interlocutores. Nomeado Marechal do Exército em Março de 1809 pelo Conselho de Regência, Beresford aproveitou a reorganização das forças militares criada por D. Miguel Pereira Forjaz, para a adaptar ao serviço de campanha do exército britânico.
Encontrando o exército desfalcado pela ausência dos comandos no Brasil e na Legião Portuguesa, e pela relativa velhice e ineficácia de muitos dos oficiais recorreu à atribuição de comandos a oficiais britânicos, tendo plenos poderes para nomear e demitir (hire and fire) os subordinados. Como outras medidas, Beresford criou os depósitos de recrutamento em Peniche, Mafra e Salvaterra; presidiu à distribuição das novas armas e equipamentos; levou um exército treinado à prussiana a manobrar à inglesa; introduziu Ordens do Dia para informar o exército e apurar a disciplina: tanto se lhe conhecem mandatos de prisão e de execução sumária sem julgamento em tribunal militar, como louvores e promoções por mérito. João Pedro Ribeiro chamou-lhe moderador e animador do exército.
Foi um enérgico administrador. Sendo o melhor dos segundos, Wellington preferia-o como seu lugar-tenente, estatuto muito ressentido pelos generais britânicos seniores. Era pessoalmente muito bravo, destacando-se em Albuera onde teve de combater a corpo a corpo com um lanceiro polaco sendo depois auxiliado por um cavaleiro português. Em Salamancacomandou pessoalmente o ataque da 3ª Brigada portuguesa que imobilizou o contra-ataque francês, ficando gravemente ferido.
Era adulado até 1815 pela população que reconhecia nele o artífice da vitória. Contudo, sua carreira de “protector” de Portugal após o fim da guerra apagou muito do que lhe deve o país.
Após o julgamento e execução do tenente-general Gomes Freire de Andrade em 1817 e outros, deslocou-se ao Brasil para pedir maiores poderes. Havia pretendido suspender a execução da sentença até que fosse confirmada pelo soberano mas a Regência, "melindrando-se de semelhante insinuação como se sentisse intuito de diminuir-se-lhe a autoridade, imperiosa e arrogante ordena que se proceda à execução imediatamente" (Rocha Pombo, "História do Brasil", volume IV, pg. 12). Diz o mesmo autor: "Não pequeno susto causou no Rio a vinda inesperada de Beresford. Convocou imediatamente D. João o seu conselho." Achada a fórmula para a solução do momento, "reformou-se a constituição da Regência, reduzindo-lhe as funções ao meramente administrativo e concentrando a autoridade política nas mãos de um delegado imediato do soberano, com o título de marechal-general junto à sua real pessoa. Fizeram então voltar para Lisboa o marechal Beresford investido de tão alto posto, como se respondessem assim aos clamores do povo português - entregando-o à tutela humilhante, ao arbítrio e às truculências daquele estrangeiro."
Mas, afastando para a América o inglês desabusado, os absolutistas facilitavam a execução do plano dos liberais: assim que em 2 de maio de 1820 o marechal partiu, trataram os governadores do reino de estabelecer o mais cauteloso sistema de políciua e repressão. Fechou Portugal ao mundo, e deixou-se a Regência ficar desapercebida dos riscos que sobrevinham. A cidade do Porto levantou-se então contra o obscuro regalismo da Regência. Ali se fundara o Sinédrio, ali Fernandes Tomaz e Silva Carvalho reuniam ao redor de si outros chefes de prestígio. Tudo se preparou para o rompimento, e pela madrugada de 24 de agosto rompeu a revolução.
No regresso do Rio de Janeiro pela nau Vengeur, fundeada no Tejo em 10 de outubro, Beresford foi impedido pela Junta de desembarcar em Lisboa e regressou à Grã-Bretanha.
Ainda esteve em Portugal em 1823 procurando vergar D. João VI às tentativas absolutistas de D. Miguel.
Contribuiu para as obras Strictures on Napier’s History e Further Strictures, escritas por Benjamin D'Urban, refutações da História da Guerra Peninsular de William Napier, que confirmam o respeito pelo exército português, que comandou durante onze anos.
Em Inglaterra foi Master-General of the Ordnance.
Conde de Trancoso
O título nobiliárquico de Conde de Trancoso foi criado em 13-5-1811 por D. Maria I, rainha de Portugal, a favor de William Carr Beresford.
Condes de Trancoso:
- William Carr Beresford (1768-1854), depois 1º marquês de Campo Maior
- Henry Grant Beresford-Peirse, 2º marquês de Campo Maior
Marquês de Campo Maior
O título nobiliárquico de Marquês de Campo Maior foi criado em 17-12-1812 por D. Maria I, rainha de Portugal, a favor de William Carr Beresford, 1º conde de Trancoso
Mais informação em :http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Carr_Beresford
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