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quarta-feira, 9 de junho de 2010

D.Carlos I e Jão Franco

MEMORIAL REPUBLICANO


LI - D. Carlos patrocina a ditadura






O governo que João Franco organizara foi, nele 
próprio, uma contradição e uma mentira. 
Patrocinado por José Luciano de Castro, cuja 
doença e velhice lhe obstava a natural chefia,
 e levado ao terreno por João Franco, cujo
 partido por ele inventado era um 
arremedo de grandeza política, tal 
governo foi desdizendo tudo o que prometera. 
Franco declarara ser uma “ignóbil
 porcaria” a lei eleitoral que o seu 
antigo chefe regenerador preparara contra
 si; mas, mal se apanhou no Poder, não
 tomou a menor iniciativa para a substituir.
 O mesmo Franco prometera reformas 
e liberdades, dizendo querer 
“governar à inglesa”,constitucionalmente,
 e confessando intuitos de“caçar no mesmo
 terreno dos republicanos”, impulsionando 
Portugal para a modernidade e para
 a tolerância; porém, tornavam-se notórios
 os seus esgares de impaciência nas
 casas do Parlamento e fora delas, como 
se lhe fosse de todo impossível escapar
 à sua antiga sina de irritável déspota.
Aquele governo era também um enigma 
perante a opinião pública. Esta interrogava-se
 sobre se seria o franquismo a tomar 
conta do Partido Progressista, se seria 
este a absorver aquele, ou se cada um 
deles, servida a opípara refeição governativa,
 seguiria tranquilamente o seu caminho.
 Era isto que Hintze Ribeiro perguntava, 
utilizando as seguintes palavras: os dois
 partidos “ fundem-se e consubstanciam-se
 ou só se juntam, em termos eventuais,
 para um momento de acção governativa?”.
A crise, previsível devido aos tumultos que
 a“questão dos adiantamentos” provocara
 na Câmara dos Deputados, declarou-se
 sem disfarce quando os ministros da
 Justiça, José Novais, e dos Estrangeiros, 
Luís de Magalhães, apresentaram as suas 
demissões. Uma só pessoa, em tais 
circunstâncias, poderia propiciar uma
 continuidade aceitável de governo. Era 
necessário que o velho José Luciano de
 Castro lançasse a João Franco a bóia
 da salvação. Era forçoso que ele viesse
 dizer que a concentração liberal estava
 ali para durar e que o seu Partido
 Progressista ajudaria novamente o 
franquismo a aguentar-se no mando. 
Mas quando João Franco pediu ao
 patriarca do Palácio dos Navegantes 
alguns dos nomes mais sonantes para 
restabelecer o crédito do governo, a
 resposta que obteve foi um não rotundo,
 peremptório. João Franco naufragava.
 Ficava só, irremediavelmente só, nos
 termos previstos pela Carta Constitucional.
Foi aqui que emergiu um novo comparsa para
 uma farsa que iria terminar em
 tragédia. Esse comparsa foi o rei D.
 Carlos, Vencido suplente e admirador
 secreto de soluções rijas, musculadas. O
 monarca iria patrocinar a ditadura de
 um só homem contra todas as 
forças políticas organizadas de um
 Reino. É esta cegueira que torna
 tristemente espantosa tal decisão.
 D. Carlos sabia, tão bem ou melhor do
 que João Franco, que a ditadura
 deste iria desencadear-se contra
 a totalidade do pequeno mundo político
 lusitano: contra os regeneradores, que
 não perdoavam a cisão; contra os
 progressistas, que tinham posto fim
 à concentração liberal ; contra os
 dissidentes de Alpoim, que abominavam 
tanto o rei como o valido do rei; contra
 os republicanos, por motivos
 óbvios; contra os socialistas e os
 anarquistas, por razões ainda
 mais evidentes. Certamente poderia 
agradar a D. Carlos uma “vida nova”,
 tal como a previra Oliveira Martins, nos
 seus papéis de literato, de sociólogo 
e de economista … todo teórico. O
 penúltimo dos Braganças iria viabilizar
 o franquismo em ditadura, 
escrevendo ao chefe daquela 
escassa patrulha uma carta pessoal,
 datada de 9 de Maio, onde 
podia ler-se: “(…) continuemos 
serenamente, com calma, mas com
 firmeza a nossa obra. Neste caminho 
encontrarás tu e os teus colegas todo
 o meu apoio o mais rasgado e o mais
 franco, porque considero que só
 assim, dadas as circunstâncias 
em que nos encontramos, poderemos
 fazer alguma cousa boa e útil para
 o nosso País”. D. Carlos queria
 continuarserenamente, quando ia
 reunir todas as razões para a 
instabilidade; e falava também na
 nossa obra, como se tivesse sido
 acometido de uma amnésia súbita,
 olvidando que um monarca
 constitucional reina, mas não governa.
Seguiu-se a tudo isto o decreto de 10 
de Maio de 1907, encerrando 
o parlamento e inaugurando, com toda
 a explicitude, a ditadura de João 
Franco, antecâmara de uma 
tragédia que não demoraria a chegar.


segunda-feira, 7 de junho de 2010

Tipos de Alunos Problemáticos

Tipos de Alunos Problemáticos

Considerados por Brophy. J. & Good (1996):
Alunos com problemas de realização escolar
.Síndroma de fracasso
. perfeccionistas
.subrealizadores
.baixo rendimento

Alunos com Problemas de Hostilidade
. hostis-agressivos
.passivos agressivos
.desafiadores

Alunos com problemas em cumprir as exigências do papel do aluno
. hiperactivos
.distraídos
.imaturos

Alunos com problemas de isolamento social.
. Rejeitados pelos pares
.Tímidos/isolados

As características de cada um de estes sub-grupos são, resumidamente as seguintes:
1. Síndroma de Fracasso - estes alunos estão convencidos que não conseguem fazer os trabalhos escolares. Frequentemente evitam começar ou desistem facilmente
a. facilmente se sentem frustrados
b. desistem facilmente
c. dizem "não sei fazer"

2. perfeccionistas - alunos invulgarmente ansiosos quanto à eventualidade de cometer erros. Os padrões de realização que se impõem são irrealisticamente elevados nunca ficando satisfeitos com o seu trabalho (nas ocasiões em que deveriam ficar)
a. perfeccionistas
b.frequentemente ansiosos/receosos/frustrados com a qualidade do seu trabalho.
c. evitam participar a menos que estejam absolutamente seguros de si.

3. subrealizadores - estes alunos fazem apenas o mínimo indispensável. Não valorizam o trabalho escolar.
a. indiferentes à escola
b. mínimos em termos de trabalho
c. o trabalho escolar não os incentiva; baixa motivação
4.- baixo rendimento - estes alunos têm dificuldades , mesmo que tenham vontade de trabalhar. O problema é a baixa capacidade ou a impreparação, mais do que a falta de motivação.
a. dificuldades em seguir orientações
b.- dificuldades em completar trabalhos
c. baixa capacidade de retenção
d. zangam-se facilmente

5. hostis -agressivos - expressam a hostilidade através de comportamentos directos e "intensos". Não são facilmente controláveis.
a. intimidam e ameaçam
b. batem e empurram
c. danificam propriedade
d. incompatibilizam-se
e. exibem a hostilidade
f. zangam-se facilmente

6. passivos -agressivos - expressam oposição e resistência ao professor, mas de forma indirecta. Muitas vezes é difícil saber se estão a resistir deliberadamente ou não.
a. oposição e teimosia subtis
b. procuram controlar
c. submetem-se com dificuldades às regras
d. alteram (desfiguram) objectos, mais do danificam
e. perturbam sub -repticiamente
f.arrastam os pés provocatoriamente

7. desafiador - resiste à autoridade e trava uma luta pelo poder com o professor. Quer fazer as coisas à sua maneira e rejeita que lhe digam o que tem que fazer.
a. resiste verbalmente utilizando expressões como:
1. "Não me pode obrigar"
2. "Não me pode dizer o que é que eu tenho que fazer"
3. "Não faço"

b- resiste de forma verbal com atitudes de tipo:
1. olhar com expressão carrancuda, faz caretas, imita o professor
2. braços cruzados, mãos nos quadris, pé a bater no chão
3. olhar para o lado quando falam para ele
4. rir-se em momentos inapropriados
5. ser fisicamente violento para com o professor
6. fazer deliberadamente aquilo que o professor proibiu

8. hiperactivo - movimentação constante e excessiva, mesmo quando sentado. Frequentemente os movimentos parecem não ter objectivo.
a. contorce-se, bamboleia-se, arranha
b. excita-se facilmente
c. faz comentários e fornece respostas inapropriados
d.está frequentemente fora do lugar
e. perturba os outros alunos com barulhos e movimentos
f. energia não direccionada para as tarefas escolares
g. mexe excessivamente nos objectos e nas pessoas

9. distraível - baixos níveis de atenção. Parece incapaz de manter a atenção e concentração. Facilmente distraível para sons, visões e conversas.
a. dificuldades de adaptação às mudanças
b. raramente completa as tarefas

10. imaturo - baixa estabilidade emocional, baixo auto-controlo, pouca capacidade de tomar conta de si, competências sociais e/ou responsabilidade inadequadas.
a.exibe frequentemente comportamentos próprios de crianças mais novas
b. pode chorar com facilidade
c. perde as coisas
d. com frequência parece perdido, incompetente e/ou dependente

11. rejeitado pelos pares - procura interagir com os pares mas é rejeitado, ignorado ou excluído.
a. vê-se forçado a trabalhar ou a brincar sozinho
b. falta de competências sociais
c. frequentemente "gozado"

12. tímidos/isolados - evitam interacções sociais, são sossegados e não intrusivos e não respondem convenientemente aos outros.
a. sossegados e sóbrios
b.não tomem iniciativas nem se oferecem voluntariamente aos outros
c. não chamam a atenção sobre si próprios.


Se queres saber mais, esta informação se encontra em: Lopes, João A. (2001) Problemas de Comportamento, Problemas de Aprendizagem, Problemas de "Ensinagem". Quarteto Editora. Colecção Nova Era. Educação e Sociedade. Págs. 32-35

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O que é o iluminismo? Immanuel Kant

escrito em  1783:  Resposta à pregunta: Que é o iluminismo?
O iluminismo é a saída do homem da sua menoridade de que ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de se servir do entendimento sem a orientação de outrem. Tal menoridade é a culpa própria se a sua causa não reside na falta de entendimento, mas na falta de decisão e de coragem em se servir de si mesmo sem a orientação de outrem, Sapere aude! Tem a coragem de  te servires do teu próprio entendimento! Eis  a palavra de ordem do iluminismo.

Tirado do livro: Immanuel Kant. A paz perpétua e outros opúsculos. 1ª edição Edições 70. Pág.11

terça-feira, 25 de maio de 2010

Ácaros. ?omo combatê-los?


Prevenir a asma e alergia combatendo os ácarosPDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

Bem Estar e Saúde - Alergias
O que são ácaros?
Será possível diminuir a exposição 

aos ácaros? Prevenção da acumulação 
de pó
Cuidados a ter com a cama
Eliminação do pó: o uso do aspirador
Outros métodos
AcaroO que são ácaros?
Os ácaros do pó da casa são considerados
 em todo o mundo, particularmente nos
 países ocidentais e
 industrializados, como
 a principal causa de alergias do 
aparelho respiratório. Os ácaros são 
animais de dimensões microscópicas que vivem
 no pó existente nas nossas casas. No entanto,
 também se encontram presentes nas alcatifas 
e outros revestimentos têxteis, como os
 cobertores, almofadas, colchões, tapetes e
 bonecos de peluche. Os ácaros do pó da casa
 são considerados em todo o mundo,
 particularmente  nos países ocidentais e industrializados, como a principal causa de
 alergias do aparelho respiratório. Preferem
 locais húmidos e com temperaturas
 amenas, sendo o Outono a altura do ano em 
que  habitualmente existe maior proliferação 
dos ácaros, dadas as condições favoráveis de temperatura e humidade. Alimentam-se 
principalmente dos restos de pele humana 
que se liberta do nosso corpo por descamação,
 e que ficam sobretudo nas roupas da cama
 e colchões. Os ácaros não transmitem
 qualquer tipo de doença. Contudo, a
 exposição (sobretudo através das vias
 respiratórias) a determinadas proteínas
 que existem no seu  corpo e excrementos,
 pode causar o aparecimento de doenças
 alérgicas. Ao contrário dos pólens que
 provocam alergias  durante a Primavera,
 a alergia aos ácaros  mantém-se de uma
 forma mais ou menos  intensa ao longo 
de todo o ano (embora
 mais acentuada no Outono e Inverno).
Será possível diminuir a exposição aos
 ácaros?
A diminuição do número de ácaros no
 interior da casa, é um factor decisivo no
 tratamento do doente alérgico ao pó
 da casa. O combate a estes animais
 deverá incidir primariamente no quarto
 de dormir e depois, tanto quanto possível,
 estender-se ao resto da casa. Diversos
 métodos de evicção tem sido 
recomendados e comercializados:
Prevenção da acumulação de pó. A
 prevenção da acumulação de pó no interior
 das casas é importante para a redução 
dos “ninhos” onde os ácaros
 habitualmente vivem e consequentemente 
para a diminuição do seu número. Várias 
medidas devem ser tomadas, 
particularmente no quarto de dormir:
 Devem ser eliminadas as alcatifas
 e tapetes grossos. O pavimento deve
 ser liso, por exemplo em madeira ou 
vinilo e facilmente lavável.
As paredes devem ser lisas e o papel de
 parede deve
 ser retirado
Não usar reposteiros. Preferir cortinas
 simples e em material sintético
Preferir móveis lisos e pouco trabalhados 
para  não acumularem pó
Não ter aparelhagens de música,
 televisão e computadores no quarto
Não guardar livros, discos, CD´s, brinquedos
 e bonecos de peluche no quarto de dormir


Cuidados a ter com a cama. Devem ser
 utilizados preferencialmente edredons 
de material sintético  (não usar os de penas)
 no lugar dos cobertores.
 Utilizar almofadas de espuma ou outro
 material sintético.
 Devem ser substituídas periodicamente (por
 exemplo de 3 em 3 anos)
Evitar os lençóis de flanela, optando pelo
 algodão.
Os cobertores felpudos não devem ser usados.
Quando usar cobertores preferir os de fibras
 sintéticas, e usar por cima deles uma coberta,
 colcha lisa ou edredon.
Os lençóis, fronhas das almofadas e
 edredons  devem ser lavados a
 temperaturas superiores
 a 55ºC, pois só assim é possível a remoção
eficaz dos ácaros e das suas partículas.
A utilização de coberturas anti-ácaros para
 almofadas e colchões é considerado um
 método muito eficaz na redução dos níveis
 de ácaros na cama e assim devem ser
recomendadas aos doentes alérgicos aos
 ácaros. No entanto, nem todas as
 coberturas comercializadas possuem 
igual eficácia.


Eliminação do pó: o uso do aspirador
O quarto de dormir é considerado como local
 de eleição para a limpeza do pó. No entanto
 as outras dependências da casa não devem
 ser esquecidas, particularmente aquelas
 onde  os doentes alérgicos passam
 mais tempo.
 A limpeza regular (pelo menos duas vezes/
semana) e cuidadosa do quarto (pavimento,
 tapetes, sofás, colchão e estrado) com
 aspirador  é importante. Já a aspiração das
 alcatifas é pouco eficaz na redução 
dos ácaros  que vivem no seu interior.
Os aspiradores  com filtro HEPA (high 
efficiency particulate  air) são mais
 eficazes que os aspiradores
 clássicos na luta anti-ácaros e devem ser recomendados.A utilização de aspiradores 
dotados de sistemas de lavagem a água ou a
 vapor de água, que  nalguns casos podem
 também utilizar acaricidas e/ou detergentes 
tem apresentado resultados divergentes.


Outros métodosOutros métodos têm sido
 também utilizados, mas com resultados
 variáveis:
Utilização de métodos químicos: os Acaricidas
Os acaricidas são substâncias químicas capazes
 de matar os ácaros, existindo sob  a forma de
 pó, espuma ou spray, para aplicação nas 
alcatifas, pavimentos,  revestimentos têxteis
 e colchões. É necessário aspirar 
cuidadosamente os locais
 onde o acaricida foi aplicado para remover os 
ácaros mortos
 e as suas partículas. A eficácia dos acaricidas
 é variável, devendo ser recomendada apenas
 nalgumas situações particulares e sob 
orientação do imunoalergologista.
Utilização de métodos físicos: o frio e o calor
Têm sido estudados vários métodos para a
 matar  os ácaros através de agentes físicos.
 Os mais estudados têm sido a utilização do
 frio e calor. A colocação no frigorífico 
(congelador)  ou arcas  frigoríficas de roupas
 de lã, cobertores
 ou peluches durante 24 horas, seguida de
 lavagem com água
 corrente ou na máquina de lavar, é um
 método  eficaz para diminuir a presença 
de ácaros nestes têxteis. A exposição 
directa ao sol de roupas, tapetes, colchão
 é também um método eficaz para diminuir
 o número de ácaros.
Sistemas de filtração e purificação do ar
Os sistemas de filtração podem ser úteis 
para a
 remoção dos ácaros e outras partículas em
 suspensão, sobretudo quando possuem
 filtros  HEPA. Já em relação aos aparelhos
 que utilizam  filtros electrostáticos os
 resultados são  contraditórios. Não existem
 até á data evidências científicas claras que 
apoiem o benefício clínico  dos ionizadores.
Modificações das condições climáticas no
 interior das habitações.
A redução da humidade por aumento de
 ventilação ou sistemas de ventilação
 mecânica  pode desempenhar um papel
 importante na  redução do número de 
ácaros. No entanto, em climas  temperados
 e húmidos como é o  caso do nosso País, 
estas medidas não têm
 grande significado. Os sistemas de extracção
 de vapor de água nas dependências da casa
 onde há mais vapor de água (cozinha,
 lavandaria, quarto de banho) são úteis para
 a redução das taxas de humidade relativa no
interior das casas. O estudo do benefícios da
 utilização de desumidificadores conduziram
a resultados pouco concludentes.
Conclusão:
Existem alguns métodos e produtos que são
 eficazes na redução e eliminação dos ácaros
 de nossas casas. No entanto, uma eficaz
evicção aos ácaros não pode nunca ser
alcançada com a utilização isolada de um
destes métodos. Eles devem ser utilizados
sempre que possível em conjunto, numa
estratégia geral de combate aos múltiplos
 factores que favorecem a proliferação dos
 ácaros no seu ambiente particular!
Autoria: Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica www.spaic.pt

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Robert Baden- Powel - Escutismo para Rapazes

Corpo Nacional de Escutas
Promessa
Prometo pela minha honra e com a graça de Deus, fazer todo o possível por:
Cumprir os meus deveres para com Deus e a Pátria;
Auxiliar os meus semelhantes em todas as circunstâncias;
Obedecer a lei do Escuta.

A lei do Escuta
1º.- A honra do Escuta inspira confiança.
2º.- O Escuta é leal.
3.º- O Escuta é útil e pratica diariamente uma boa acção.
4º.- O Escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros Escutas.
5º.- O escuta é delicado e respeitador.
6º.- O Escuta protege as plantas e os animais.
7º.- O Escuta é obediente.
8º.- O Escuta tem sempre boa disposição de espírito.
9º.- = Escuta é sóbrio, económico e respeitador do bem alheio.
10º.- O Escuta é puro nos pensamentos, nas palavras e nas acções.

Princípios do Escutismo
1º.- O Escuta orgulha-se da sua fé e por ela orienta toda a sua vida.
2º.- O Escuta é filho de Portugal e bom cidadão.
3º.- O dever do Escuta começa em casa.


Tirado do livro: Escutismo para Rapazes. Autor: Robert Baden- Powel . Corpo Nacional de Escutas. Ano 2000.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

DIFERENÇA ENTRE "http" > e "https"

 
 Eis aqui um conselho válido, que talvez muita gente não saiba disto...(Eu
também não sabia!)
Especialmente para quem faz compras via Internet. A DIFERENÇA ENTRE "http"
 e "https"

 A maioria das pessoas ignora que a diferença entre a utilização de http:// e
 https:// é, simplesmente, a sua segurança! O "s" = secure = segurança.

A sigla http quer dizer "Hyper Text Transport Protocol", que é a linguagem
 para troca de informação entre servidores e clientes da rede.
 O que é importante, e o que marca a diferença, é a letra "s" que é a
 abreviatura de "Secure"!
 Ao visitar uma página na web observe se começa por: http://; Isto significa
 que essa página se comunica numa linguagem normal, mas sem segurança!
 Não se deve dar o número do cartão de crédito através de uma página/site
 começada por http://.

 Se começar por https://, isso significa que o computador está conectado a
uma página que se corresponde numa linguagem codificada e segura, à prova de
 espiões!!
 Prevenir nunca é demais.


domingo, 25 de abril de 2010

Beresford, William Carr


William Carr Beresford (Irlanda, 1768 — 8 de Janeiro de 1854) foi um militar britânico, marechal (1809) e depois marechal-general (1816) doExército português.
Foi comandante em chefe durante toda a Guerra Peninsular, de Março de 1809 à revolução liberal de 1820, gozando de poderes de governação dada a ausência da Corte portuguesa, refugiada no Brasil (1808-1821).
Beresford nasceu em 1768 na Irlanda, filho ilegítimo do Marquês de Waterford e protegido pelo Partido Tory, onde era amigo de Arthur Wellesley. Serviu no Exército Britânico em Toulon (1793); foi tenente-coronel na Índia, coronel do 88º Regimento no Egipto (1801), brigadeiro no Cabo da Boa Esperança, e ocupou Buenos Aires (1806) onde foi aprisionado. Comandou a ocupação da Madeira em Dezembro de 1807 e aí aprendeu português. Fez a expedição da Corunha em 1809 e regressou a Portugal.
Foi em Portugal Marquês de Campo Maior, título recebido por decreto de 17 de dezembro de 1812 de D. Maria I, e Conde de Trancoso, e Visconde de Beresford na Grã-Bretanha. Era de grande estatura e corpulento, sendo a presença realçada por um rosto muito irregular e de aparência algo sinistra, pois tinha o olho esquerdo vazado por um tiro, o que surpreendia os interlocutores. Nomeado Marechal do Exército em Março de 1809 pelo Conselho de Regência, Beresford aproveitou a reorganização das forças militares criada por D. Miguel Pereira Forjaz, para a adaptar ao serviço de campanha do exército britânico.
Encontrando o exército desfalcado pela ausência dos comandos no Brasil e na Legião Portuguesa, e pela relativa velhice e ineficácia de muitos dos oficiais recorreu à atribuição de comandos a oficiais britânicos, tendo plenos poderes para nomear e demitir (hire and fire) os subordinados. Como outras medidas, Beresford criou os depósitos de recrutamento em Peniche, Mafra e Salvaterra; presidiu à distribuição das novas armas e equipamentos; levou um exército treinado à prussiana a manobrar à inglesa; introduziu Ordens do Dia para informar o exército e apurar a disciplina: tanto se lhe conhecem mandatos de prisão e de execução sumária sem julgamento em tribunal militar, como louvores e promoções por mérito. João Pedro Ribeiro chamou-lhe moderador e animador do exército.
Foi um enérgico administrador. Sendo o melhor dos segundos, Wellington preferia-o como seu lugar-tenente, estatuto muito ressentido pelos generais britânicos seniores. Era pessoalmente muito bravo, destacando-se em Albuera onde teve de combater a corpo a corpo com um lanceiro polaco sendo depois auxiliado por um cavaleiro português. Em Salamancacomandou pessoalmente o ataque da 3ª Brigada portuguesa que imobilizou o contra-ataque francês, ficando gravemente ferido.
Era adulado até 1815 pela população que reconhecia nele o artífice da vitória. Contudo, sua carreira de “protector” de Portugal após o fim da guerra apagou muito do que lhe deve o país.
Após o julgamento e execução do tenente-general Gomes Freire de Andrade em 1817 e outros, deslocou-se ao Brasil para pedir maiores poderes. Havia pretendido suspender a execução da sentença até que fosse confirmada pelo soberano mas a Regência, "melindrando-se de semelhante insinuação como se sentisse intuito de diminuir-se-lhe a autoridade, imperiosa e arrogante ordena que se proceda à execução imediatamente" (Rocha Pombo, "História do Brasil", volume IV, pg. 12). Diz o mesmo autor: "Não pequeno susto causou no Rio a vinda inesperada de Beresford. Convocou imediatamente D. João o seu conselho." Achada a fórmula para a solução do momento, "reformou-se a constituição da Regência, reduzindo-lhe as funções ao meramente administrativo e concentrando a autoridade política nas mãos de um delegado imediato do soberano, com o título de marechal-general junto à sua real pessoa. Fizeram então voltar para Lisboa o marechal Beresford investido de tão alto posto, como se respondessem assim aos clamores do povo português - entregando-o à tutela humilhante, ao arbítrio e às truculências daquele estrangeiro."
Mas, afastando para a América o inglês desabusado, os absolutistas facilitavam a execução do plano dos liberais: assim que em 2 de maio de 1820 o marechal partiu, trataram os governadores do reino de estabelecer o mais cauteloso sistema de políciua e repressão. Fechou Portugal ao mundo, e deixou-se a Regência ficar desapercebida dos riscos que sobrevinham. A cidade do Porto levantou-se então contra o obscuro regalismo da Regência. Ali se fundara o Sinédrio, ali Fernandes Tomaz e Silva Carvalho reuniam ao redor de si outros chefes de prestígio. Tudo se preparou para o rompimento, e pela madrugada de 24 de agosto rompeu a revolução.
No regresso do Rio de Janeiro pela nau Vengeur, fundeada no Tejo em 10 de outubro, Beresford foi impedido pela Junta de desembarcar em Lisboa e regressou à Grã-Bretanha.
Ainda esteve em Portugal em 1823 procurando vergar D. João VI às tentativas absolutistas de D. Miguel.
Contribuiu para as obras Strictures on Napier’s History e Further Strictures, escritas por Benjamin D'Urban, refutações da História da Guerra Peninsular de William Napier, que confirmam o respeito pelo exército português, que comandou durante onze anos.
Em Inglaterra foi Master-General of the Ordnance.


Conde de Trancoso

O título nobiliárquico de Conde de Trancoso foi criado em 13-5-1811 por D. Maria I, rainha de Portugal, a favor de William Carr Beresford.
Condes de Trancoso:
  1. William Carr Beresford (1768-1854), depois 1º marquês de Campo Maior
  2. Henry Grant Beresford-Peirse, 2º marquês de Campo Maior


Marquês de Campo Maior

O título nobiliárquico de Marquês de Campo Maior foi criado em 17-12-1812 por D. Maria I, rainha de Portugal, a favor de William Carr Beresford, 1º conde de TrancosoFicheiro:William Carr Beresford.jpg